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Categoria(s): Dicas | Postado por: Rodrigo Barreto - 03/06/2026 às 08h00
Chegou o dia. Você recebeu aquele e-mail ou ligação com o convite para o processo seletivo de jovem aprendiz e, de repente, acontece uma mistura de animação e nervosismo. Isso é completamente normal. A primeira entrevista é um momento especial e pode ser um pouco assustador.
Contudo, vale a pena se preparar para conquistar essa oportunidade de evoluir na carreira. “O programa tem impactado minha vida de forma muito positiva, com auxílio direto no desenvolvimento da responsabilidade, conquista de experiência profissional, melhoria na comunicação e absorção de novas competências”, comemora Marina Romero, aprendiz na DSV.
De acordo com a psicóloga do Saber Aprendizes, Amanda Giglioli, o processo é diferente de quando se busca um funcionário efetivo. “Na aprendizagem, tentamos identificar o potencial, avaliando postura, comportamento, comunicação e comprometimento”. Alguns erros são comuns, mas a maioria pode ser evitada. Confira:
Parece óbvio, mas o atraso é muito comum nas entrevistas. O recrutador já começa a formar uma opinião sobre você antes mesmo de se cumprimentarem. É uma mensagem negativa logo de cara.
Como evitar: na véspera, pesquise o endereço da empresa, calcule o tempo de deslocamento e adicione uma margem de segurança de pelo menos 20 minutos. Se for de ônibus ou metrô, verifique os horários. Chegue ao local com antecedência e, se necessário, aguarde do lado de fora até a hora marcada.
Quando o entrevistador pergunta “o que você sabe sobre a nossa empresa?” e a resposta é um silêncio constrangedor, as chances de continuar no processo diminuem bastante. Demonstrar interesse pela oportunidade evidencia sua preparação, dedicação e real desejo pela vaga.
Como evitar: antes da conversa, acesse o site da organização, as redes sociais e qualquer notícia recente. Entenda sobre o setor de atuação, quais são seus valores e, se possível, como é o ambiente de trabalho. Não precisa decorar tudo, mas vale a pena ter uma ideia geral e mostrar dedicação.
Você não precisa aparecer de terno ou vestido de gala, mas também dispense aquela camiseta rasgada da sua banda favorita. A aparência transmite respeito pela oportunidade e pela empresa. “Um dos erros mais comuns é a falta de cuidado com a apresentação pessoal. Alguns candidatos comparecem à entrevista de bermuda e chinelo”, relembra a auxiliar de departamento pessoal da Higie Topp, Eduarda Souza Cruz.
Como evitar: prefira roupas limpas, passadas e discretas. Evite decotes exagerados ou peças com estampas muito chamativas. Uma boa regra é: se você ficar em dúvida sobre o vestuário, prefira sempre opções neutras. Aposte no estilo “casual arrumado”.
O celular tocando no meio da entrevista é um erro clássico. Pior ainda é ficar olhando para a tela enquanto o entrevistador fala. Isso demonstra falta de atenção e pouco respeito pelo momento.
Como evitar: antes de entrar, coloque o aparelho no modo silencioso. Deixe-o guardado e só mexa nele após o fim da conversa. Essa mensagem pode esperar.
“Sim”, “não”, “não sei”. Essas respostas travam qualquer diálogo e impedem o recrutador de conhecer seu perfil. Por outro lado, falas muito longas e sem foco também cansam. O equilíbrio está em ser claro, objetivo e humano.
Como evitar: pratique em casa respondendo perguntas comuns, como: “Por que você quer ser jovem aprendiz?”, “Quais são seus pontos fortes?”, “O que você faz no seu tempo livre?”. Treine com um amigo ou familiar. Não precisa memorizar um roteiro, apenas se acostumar a falar sobre você de forma natural e confiante.
Mesmo tendo uma experiência ruim em outro processo seletivo, escola ou com alguma pessoa, a entrevista não é o lugar para desabafar. Falar mal dos outros passa uma imagem de negatividade e pouca maturidade.
Como evitar: se perguntarem sobre dificuldades enfrentadas, foque no aprendizado delas. Transforme situações complicadas em histórias de crescimento. Isso impressiona muito mais.
Quando você não tem nenhuma dúvida sobre a vaga, pode parecer desinteresse. Ao estudar os detalhes da vaga e atuação da companhia, é natural surgirem questionamentos. “Muitos jovens começam a demonstrar proatividade apenas no final do contrato, visando a efetivação. O comprometimento deve existir desde o processo seletivo”, destaca Eduarda.
Como evitar: prepare uma ou duas perguntas com antecedência. Elas podem ser sobre a rotina do jovem aprendiz no local, as possibilidades de aprendizado, como funciona a equipe, ou qualquer coisa genuinamente importante para você. Perguntar é uma forma de mostrar engajamento e pensamento no futuro.
A pressão para “se vender bem” pode levar alguns candidatos a inventar habilidades ou exagerar em experiências. No entanto, isso tem um preço: se for contratado, vai precisar entregar o prometido.

Como evitar: seja honesto sobre seus conhecimentos. Mostrar humildade e disposição para crescer é muito mais valioso. Dizer “ainda não sei, mas tenho muito interesse em aprender” é uma resposta poderosa.
“Esse momento exige demonstração de responsabilidade e vontade de evoluir. Recomendo citar compromissos escolares, rotinas organizadas e exemplos de iniciativa em trabalhos em grupo ou auxílio a colegas. Ter clareza na comunicação, educação e atenção durante a conversa também são diferenciais importantes”, aconselha Amanda.
A entrevista não é um interrogatório. O contratante também quer um bom rendimento seu, porque encontrar um candidato qualificado é ótimo para todo mundo. Errar faz parte, cada processo seletivo é um aprendizado, e a melhor versão sua é preparada, respeitosa e disposta a crescer.
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