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Saber Saber|59ª Edição: 01/06/26 a 05/06/26
  • 01/06/2026
  • 05/06/2026

Saber News: 59ª Edição: 01/06/26 a 05/06/26

Reflexão da Semana 💭

“Você é o único representante do seu sonho na face da Terra”

Levanta e anda – Emicida

Carreira e desenvolvimento

Os 5 mitos sobre aprender idiomas que podem estar te travando 🌍📚

Muita gente acredita que “não nasceu” para aprender outro idioma, mas especialistas dizem que isso tem mais relação com ideias erradas do que com falta de capacidade. Um artigo da ScienceDaily reuniu pesquisadores que explicaram cinco mitos que ainda afastam muitas pessoas do aprendizado de novas línguas.

Segundo as pesquisadoras Abigail Parrish e Jessica Mary Bradley, muitos adultos carregam traumas de aulas rígidas e medo de errar. Elas afirmam que qualquer pessoa, em qualquer idade, pode aprender um idioma, principalmente quando o aprendizado envolve cultura, interesses pessoais e conversas reais, e não apenas decorar regras.

Mito 1: aprender idioma é só decorar gramática e vocabulário

Muita gente pensa que aprender uma língua significa decorar regras e listas enormes de palavras. Segundo as especialistas, isso deixa o aprendizado cansativo e sem graça.

Elas explicam que filmes, músicas, livros, jogos e redes sociais podem tornar o processo mais interessante, já que aprender idiomas também envolve cultura, comunicação e contato com diferentes pessoas e experiências.

Mito 2: errar é algo terrível

Outro mito muito comum é o medo exagerado de cometer erros.

As pesquisadoras afirmam que o ensino tradicional faz as pessoas buscarem perfeição o tempo todo, mas na vida real a comunicação funciona de forma mais flexível. Mesmo na nossa língua materna, erramos várias vezes e ainda conseguimos nos comunicar normalmente.

Mito 3: começar do zero é impossível

Os especialistas explicam que os idiomas podem entrar na vida das pessoas de várias formas, como viagens, trabalho, relacionamentos e interesses culturais.

Além disso, escolher uma língua ligada aos próprios gostos e objetivos pode tornar o aprendizado mais natural e motivador.

Mito 4: aprender sozinho é o melhor caminho

As especialistas também discordam da ideia de que aprender idiomas deve ser uma atividade solitária.

Conversar em grupos, praticar com amigos ou participar de fóruns online pode aumentar a motivação e diminuir a ansiedade. Os aplicativos modernos também deixaram o aprendizado mais coletivo e constante.

Mito 5: aprender um idioma dá trabalho demais

O artigo afirma que hoje aprender uma nova língua nunca foi tão acessível.

Aplicativos gratuitos, vídeos, músicas, inteligência artificial e plataformas online permitem estudar em qualquer lugar e no próprio ritmo. Os pesquisadores reforçam ainda que não existe idade certa para começar e que aprender idiomas não depende de talento natural, mas da forma como cada pessoa encara o processo.

 

Como dizer “não” no trabalho sem parecer grosseiro

Muita gente tem dificuldade de dizer “não” no trabalho porque acha que precisa explicar demais para não parecer rude. Mas, segundo John Richardson, professor de negociação ligado a Harvard e ao MIT, isso pode acabar abrindo espaço para a outra pessoa insistir ainda mais. Em artigo publicado pela CNBC, ele e a professora Attia Qureshi defendem que a melhor recusa é clara, educada e difícil de contestar.

O erro de explicar demais

Segundo os especialistas, quando alguém dá muitos detalhes sobre o motivo da recusa, a outra pessoa pode usar essas informações para tentar mudar a situação.

Por exemplo, em uma negociação de trabalho, dizer que não quer um cargo pode fazer a empresa oferecer uma proposta diferente para tentar convencer você. Por isso, os autores recomendam respostas mais diretas e com menos espaço para debate.

Como dizer não sem parecer rude

A primeira dica é agradecer antes de recusar. Um “não” firme não precisa ser agressivo.

“Isso é muito gentil da sua parte. Agradeço por perguntar. Sinto muito, mas não posso dizer sim.”

Os autores sugerem frases educadas e objetivas, mostrando respeito sem transformar a decisão em uma discussão aberta. O importante é deixar claro que a decisão já foi tomada.

Use motivos difíceis de contestar

Em vez de criticar a proposta, a recomendação é usar razões pessoais e mais amplas, como dizer que “não é o momento certo”.

Segundo os especialistas, isso reduz as chances de a outra pessoa tentar resolver o problema com novas ofertas ou argumentos.

Quando a insistência continua

Se a pessoa continuar insistindo, os autores recomendam manter respostas curtas e firmes.

“Receio que você terá de aceitar minha decisão como final”, sugerem os autores.

Caso a pressão continue, a recusa pode ficar mais direta, reforçando que a decisão é final. Segundo eles, o tom de voz e a postura também ajudam a mostrar segurança.

Quando dar feedback

Os especialistas reconhecem que algumas pessoas realmente querem entender os motivos da recusa para aprender com a situação.

Mesmo assim, a recomendação é evitar detalhes que possam reabrir a negociação. A ideia principal é ser gentil, mas manter seus limites.

 

Ciência e Tecnologia

Sons, cheiros e emoções: como funcionam os sonhos de pessoas cegas

A ciência mostra que o cérebro não precisa da visão para criar sonhos. Pesquisas de neurociência e psicologia do sono indicam que pessoas cegas também sonham de forma intensa, mas usando outros sentidos além das imagens.

Em vez de cenas visuais, os sonhos podem ser guiados por sons, cheiros, texturas, toques e emoções. Durante o sono, o cérebro transforma lembranças e sentimentos em histórias internas, criando experiências tão complexas quanto os sonhos de quem enxerga.

Como pessoas que nasceram cegas sonham?

Estudos mostram que pessoas com cegueira congênita, ou seja, que nasceram cegas, normalmente não veem rostos, objetos ou cenários nos sonhos. Como o cérebro nunca recebeu imagens visuais, ele não tem esse tipo de memória para reproduzir durante o sono.

No lugar das imagens, os sonhos costumam ser construídos por sons detalhados, como passos, vozes, trânsito, chuva ou música. Esses sons ajudam a criar a sensação de espaço e ambiente.

O tato também tem um papel muito importante. Pessoas cegas relatam sentir texturas, temperaturas, pressão sobre a pele e diferentes superfícies durante os sonhos. Objetos e lugares aparecem mais como sensações físicas do que como imagens.

Cheiros e sabores também fazem parte da experiência. Aroma de café, perfume, cheiro de terra molhada ou até de hospital podem marcar cenas específicas e despertar emoções.

E quem perdeu a visão depois?

Pesquisas mostram que pessoas que enxergaram em algum momento da vida ainda podem ter imagens nos sonhos por um tempo.

Isso acontece porque o cérebro continua acessando memórias visuais antigas. Porém, com o passar dos anos, os sons e as sensações físicas costumam ganhar mais destaque.

Por exemplo: uma pessoa pode sonhar com uma rua que já viu antes, mas perceber muito mais o barulho dos carros, o vento no rosto ou a textura do chão.

Os cientistas explicam que essa mudança depende muito da idade em que a pessoa perdeu a visão e do tempo sem estímulos visuais.

Como o cérebro consegue criar sonhos sem imagens?

Isso acontece graças à chamada plasticidade neural, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar.

Em pessoas cegas, áreas cerebrais normalmente ligadas à visão passam a ajudar no processamento de sons, tato e cheiros.

Pesquisas mostram que essas regiões do cérebro ficam ativas, por exemplo, durante a leitura em braille.

Durante o sono, o cérebro mistura sons, emoções e sensações físicas para criar histórias internas. Em vez de substituir a visão por apenas um sentido, ele cria uma experiência multissensorial, como uma “mistura” de vários sentidos funcionando juntos.

Emoções continuam aparecendo nos sonhos?

Sim. Estudos mostram que emoções como medo, alegria, surpresa e ansiedade continuam muito presentes nos sonhos de pessoas cegas.

A diferença está apenas na forma como essas emoções aparecem.

Pesquisas mostram situações recorrentes, como:

  • reconhecer alguém pela voz e não pelo rosto;
  • sentir medo em um lugar desconhecido guiado apenas por sons;
  • sentir alívio ao tocar em um objeto familiar;
  • viver momentos de intimidade por meio do cheiro, do calor e do contato físico.

Os pesadelos também acontecem. Mas, em vez de imagens assustadoras, eles podem envolver sons repentinos, gritos distantes ou sensação de queda.

O que a ciência aprendeu com isso?

Os estudos mostram que o cérebro humano não depende apenas da visão para criar sonhos e experiências mentais.

Mesmo sem imagens, os sonhos continuam ricos em detalhes, emoções e sensações. Sons, cheiros, texturas e sentimentos ajudam o cérebro a construir histórias complexas durante o sono.

Para os pesquisadores, isso mostra como a mente humana consegue se adaptar e usar diferentes sentidos para interpretar o mundo e criar experiências internas.

 

Saúde

Aos 102 anos, idoso vai à academia todos os dias dirigindo o próprio carro 💪

Enquanto muita gente reclama de acordar cedo para treinar, Antônio de Medeiros, de 102 anos, faz isso diariamente com uma disposição que impressiona. Morador de Bauru, em São Paulo, ele dirige o próprio carro até a academia e mantém uma rotina de musculação que já dura décadas.

Tudo começou antes da aposentadoria

Seu Medeiros começou a praticar exercícios físicos por volta dos 69 anos. Na época, fazia natação nas piscinas do Sesi. Cerca de dez anos depois, decidiu trocar a água pelos aparelhos de musculação e pelos pesos, criando uma rotina que mantém até hoje.

Todos os dias, ele repete quase o mesmo ritual: coloca o chapéu, veste a camisa polo, pega as luvas e segue para mais um treino.

Energia que chama atenção

Os professores da academia contam que ele faz os exercícios normalmente, como qualquer outro aluno. Segundo o instrutor Wendell Lima, seu Medeiros tem uma ótima consciência corporal e quase não precisa de adaptações nos treinos.

Além disso, ele é conhecido pela simpatia e pela energia que leva para o ambiente. Muitos alunos dizem que só de vê-lo treinando já sentem mais motivação para continuar.

Mais que exercício: uma segunda família

Para seu Medeiros, a academia não é apenas um lugar para cuidar da saúde. Ela também virou um espaço de amizade e convivência.

Ele conta que chegou sozinho ao local, mas hoje se sente parte de uma grande família formada por professores, funcionários e outros alunos.

O conselho para os jovens

Segundo ele, manter o corpo em movimento ajuda não só na saúde física, mas também na felicidade e no bem-estar.

“O exercício traz saúde, alegria, paz e amizade”, afirma.

Seu Medeiros também deixa um recado para os jovens: equilibrar o tempo no celular com atividades físicas e momentos de convivência com outras pessoas. Afinal, aos 102 anos, ele continua mostrando que nunca é tarde para cuidar de si mesmo.

IA pode deixar o cérebro “mais preguiçoso”? Estudo levanta alerta sobre uso excessivo

Usar inteligência artificial para fazer pesquisas, estudar ou criar textos já virou rotina para muita gente. Mas um estudo recente do MIT Media Lab trouxe uma dúvida importante: será que depender demais da IA pode deixar o cérebro menos ativo?

A pesquisa, publicada em 2025, criou o conceito de “dívida cognitiva”. A ideia é simples: quando a tecnologia faz grande parte do trabalho mental por nós, o cérebro acaba sendo menos exercitado.

O que os pesquisadores descobriram?

O estudo dividiu 54 pessoas em grupos diferentes:

  • um grupo usava apenas o próprio raciocínio;
  • outro podia pesquisar na internet;
  • e o terceiro utilizava inteligência artificial.

Os resultados mostraram que quem usava mais ajuda externa tinha menor ativação cerebral. O grupo que utilizou IA apresentou menos atividade em áreas ligadas à memória, atenção e pensamento crítico.

Segundo especialistas, isso não significa que a IA cause um “dano cerebral”. O que pode acontecer é uma redução do esforço mental ao longo do tempo.

O cérebro precisa de treino

Neurologistas explicam que o cérebro funciona quase como um músculo.

Quanto mais usamos habilidades como memória, raciocínio e tomada de decisão, mais fortalecemos nossas conexões neurais. Mas, quando deixamos a IA pensar por nós o tempo todo, o cérebro acaba trabalhando menos.

Esse fenômeno é chamado de “terceirização cognitiva”. É quando delegamos tarefas importantes, como organizar ideias, resolver problemas ou criar argumentos, para a tecnologia.

Então a IA faz mal?

Não necessariamente.

Os especialistas reforçam que a inteligência artificial não é a vilã da história. O problema está no uso passivo, quando a pessoa apenas copia respostas prontas sem realmente pensar sobre o assunto.

Por outro lado, quando usada como apoio, a IA pode até ajudar no aprendizado.

Como usar IA sem “desligar” o cérebro?

Os médicos recomendam algumas atitudes simples:

  • Tente resolver o problema sozinho primeiro;
  • Use a IA para revisar ou melhorar ideias;
  • Questione as respostas recebidas;
  • Escreva e organize pensamentos por conta própria;
  • Mantenha hábitos como leitura, estudo e debates.

A neurociência mostra que aprender exige esforço, repetição e até erros. Quando pulamos todas essas etapas, o aprendizado fica mais superficial.

O segredo é equilíbrio

A inteligência artificial pode facilitar a vida, acelerar pesquisas e ajudar nos estudos. Mas o cérebro continua precisando de desafios para se desenvolver.

Brasil e Mundo

Campinas: a cidade que reúne ciência, startups e qualidade de vida

A cerca de 99 km de São Paulo, Campinas se transformou em uma das cidades mais importantes do Brasil quando o assunto é ciência, tecnologia e economia. O lugar que antes era apenas uma parada de tropeiros no caminho para Goiás, hoje concentra cerca de 15% da produção científica nacional.

Com mais de 1,1 milhão de habitantes, Campinas foi reconhecida oficialmente em 2020 como uma das 15 metrópoles do Brasil, sendo a primeira cidade a ganhar esse título sem ser capital de estado.

Segundo o IBGE, a cidade se destaca pela quantidade de serviços, instituições e influência na região. Além disso, Campinas tem um dos maiores PIBs do país, com uma economia forte baseada principalmente em serviços, tecnologia e indústria.

O maior equipamento científico do Brasil fica em Campinas

A cidade abriga o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde funciona o Sirius, um dos aceleradores de partículas mais avançados do mundo.

O equipamento produz uma luz especial capaz de analisar materiais em nível de átomos e moléculas, ajudando pesquisas em áreas como saúde, energia e novos materiais.

Cerca de 85% do projeto foi desenvolvido com tecnologia e mão de obra brasileiras.

No mesmo espaço também funciona a Ilum Escola de Ciência, curso gratuito de Ciência e Tecnologia com nota máxima no Inep.

Além disso, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lidera o número de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras.

O “berço” de empresas bilionárias

Campinas também ficou conhecida por ser o lugar onde nasceram startups gigantes.

A Movile, fundada na cidade, controla o iFood, aplicativo que ultrapassou 100 milhões de pedidos em um único mês em 2024.

O QuintoAndar também tem ligação direta com Campinas. Um dos fundadores, André Penha, estudou engenharia da computação na Unicamp e começou sua trajetória empreendedora dentro da universidade.

Hoje, Campinas reúne 20 centros de pesquisa, quatro parques tecnológicos e mais de 120 empresas de base tecnológica. Gigantes como IBM, Dell Technologies, Lenovo e HP também mantêm operações na região.

Campinas também se destaca na qualidade de vida

O Índice de Progresso Social (IPS) colocou Campinas como a terceira melhor cidade do Brasil entre aquelas com mais de um milhão de habitantes, atrás apenas de Brasília e Goiânia.

A cidade recebeu destaque em áreas como saneamento básico e acesso à informação e comunicação.

Mesmo sendo uma grande metrópole, Campinas ainda mantém características de cidade do interior. Lugares como a Lagoa do Taquaral reúnem pista de caminhada, ciclovia, pedalinhos e áreas verdes para lazer.

Já o Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim oferece trilhas e espaços de preservação ambiental.

A cidade também tem ligação rápida com São Paulo por rodovias como Anhanguera e Bandeirantes, além de contar com o Aeroporto Internacional de Viracopos, um dos maiores aeroportos de cargas do Brasil.

Uma mistura de tecnologia e vida de interior

Campinas mistura ciência, inovação e qualidade de vida em um único lugar. Poucas cidades brasileiras conseguem reunir startups bilionárias, grandes centros de pesquisa e uma infraestrutura comparável à de capitais, mantendo ao mesmo tempo um clima mais tranquilo de interior.

Mais de 42 milhões de brasileiros querem abrir o próprio negócio

Uma pesquisa feita em 110 países mostrou que cerca de 42,5 milhões de brasileiros adultos gostariam de começar um negócio próprio nos próximos três anos.

Com esse número, o Brasil ficou em segundo lugar no ranking mundial de pessoas interessadas em empreender, atrás apenas da Índia, que tem 150 milhões de potenciais empreendedores.

A pesquisa faz parte do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do estudo internacional GEM 2025, considerado o maior levantamento sobre empreendedorismo do mundo.

O número de brasileiros interessados em empreender é maior do que o registrado em países como Estados Unidos, Egito e México.

Quase metade dos adultos brasileiros sonha em empreender

Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros adultos que ainda não têm empresa gostariam de abrir um negócio em até três anos.

Esse resultado colocou o Brasil na sexta posição mundial na chamada Taxa de Empreendedorismo Potencial.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que o desejo de empreender é uma das principais características do brasileiro.

Segundo ele, ao criar negócios, as pessoas também ajudam a gerar empregos, renda e mais inclusão social.

O Brasil também se destaca entre empresas já consolidadas

A pesquisa mostrou ainda que o Brasil manteve a sexta posição global na Taxa de Empreendedores Estabelecidos.

Esse indicador mede a quantidade de pessoas que possuem negócios funcionando há mais de três anos e meio, sejam empresas formais ou não.

Como a pesquisa foi feita?

O Monitor Global de Empreendedorismo (GEM) é realizado em 110 países e é considerado a maior pesquisa sobre empreendedorismo do mundo.

No Brasil, foram feitas 2.350 entrevistas com adultos entre 18 e 64 anos.

O estudo ouviu pessoas que estão começando um negócio, empreendedores com poucos meses de atividade e também donos de empresas já consolidadas.

 

Finanças

Netflix, Spotify, apps… quanto você gasta sem perceber?

Quantas assinaturas você tem hoje? Netflix, Spotify, YouTube Premium, armazenamento na nuvem… Talvez um aplicativo de delivery com desconto, algum streaming que você assina só por causa de uma série ou até um app que você usou uma vez e esqueceu de cancelar.

O problema é que essas pequenas cobranças acabam entrando na rotina sem que a gente perceba. Separadas, parecem baratas. Mas juntas já ocupam uma parte fixa do orçamento de muita gente.

Os brasileiros estão gastando cada vez mais com assinaturas

Uma pesquisa feita pela Vindi em parceria com a Opinion Box ouviu mais de 2 mil brasileiros em 2025.

Entre os entrevistados:

  • 56% disseram gastar entre R$ 51 e R$ 200 por mês com assinaturas;
  • 17% afirmaram gastar mais de R$ 200 mensais.

A maioria mantém entre uma e quatro assinaturas ativas, mas quase 20% já pagam por cinco a dez serviços diferentes.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os brasileiros gastaram R$ 41,7 bilhões em assinaturas recorrentes apenas no primeiro trimestre de 2026. O valor representa um crescimento de 36% em relação ao ano anterior.

Hoje existe assinatura para quase tudo

Antes, o modelo de assinatura estava mais ligado a jornais, revistas e TV por assinatura. Agora ele se espalhou para praticamente tudo.

Além dos streamings, existem assinaturas de:

  • aplicativos;
  • academias;
  • games;
  • delivery;
  • clubes de livros e produtos;
  • armazenamento de fotos;
  • ferramentas de trabalho;
  • carros por assinatura;
  • apps de relacionamento.

Até programas usados no trabalho mudaram. Softwares de edição, armazenamento e produtividade deixaram de ser comprados uma única vez e passaram a funcionar por mensalidade.

Por que as empresas gostam tanto desse modelo?

Para as empresas, a assinatura resolve um problema importante: transformar uma venda única em uma renda contínua.

Em vez de vender apenas uma vez, elas recebem dinheiro todos os meses enquanto o cliente continuar usando o serviço.

Por isso, várias plataformas usam estratégias para facilitar a entrada:

  • teste grátis;
  • renovação automática;
  • descontos;
  • cashback;
  • frete grátis.

A sensação de “economia”

No Brasil, muitas assinaturas são vendidas como uma forma de economizar dinheiro.

Clubes de entrega, marketplaces e apps oferecem vantagens como frete grátis, descontos e cashback. Isso faz muita gente pensar: “já vou gastar mesmo, então vale a pena assinar”.

O problema é que o benefício aparece na hora da compra, mas a mensalidade continua sendo cobrada todo mês, muitas vezes sem a pessoa perceber quanto já está acumulando.

O cancelamento quase sempre é mais complicado 👀

Outro ponto importante é que cancelar normalmente é bem mais difícil do que assinar.

Muitas plataformas escondem o botão de cancelar, criam várias etapas ou tentam convencer o usuário a continuar assinando.

No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor proíbe práticas abusivas, mas ainda não existem regras específicas para tornar o cancelamento digital tão simples quanto a contratação.

Assinatura ou posse?

Apesar do crescimento das assinaturas, muita gente ainda valoriza ter certas coisas “de verdade”.

Algumas pessoas preferem livros físicos em vez de apps de leitura. Outras continuam comprando discos de vinil mesmo usando streaming de música.

Isso acontece porque o acesso digital pode parecer temporário. Um filme pode sair do catálogo, uma música pode mudar de plataforma e arquivos podem depender da nuvem.

Mesmo assim, especialistas acreditam que o mercado de assinaturas deve continuar crescendo no Brasil.

No meio disso tudo, fica a pergunta: quantas mensalidades já viraram parte automática da sua rotina?

Educação

Vai fazer o Enem? As inscrições já começaram 👀

As inscrições para o Enem 2026 começaram na segunda-feira 25 de maio e vão até as 23h59 do dia 5 de junho.

Quem quiser participar precisa se inscrever pela Página do Participante. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro em todo o Brasil.

Datas importantes do Enem 2026

Confira o cronograma principal:

  • Inscrições: de 25 de maio a 5 de junho;
  • Pagamento da taxa: até 10 de junho;
  • Pedido de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho;
  • Pedido de nome social: de 25 de maio a 5 de junho;
  • Resultado do atendimento especializado: 19 de junho;
  • Provas: 8 e 15 de novembro.

Quem pode fazer o Enem?

O exame pode ser feito por diferentes grupos:

  • estudantes que estão terminando o ensino médio em 2026;
  • pessoas que já concluíram o ensino médio;
  • “treineiros”, que fazem a prova apenas para testar conhecimentos;
  • maiores de 18 anos que querem usar a nota para conseguir o certificado do ensino médio;
  • estrangeiros com documento oficial com foto.

Taxa de inscrição e isenção

A taxa do Enem 2026 será de R$ 85.

Quem não conseguiu isenção precisa pagar entre 25 de maio e 10 de junho. O pagamento pode ser feito por banco, lotérica, aplicativo bancário, Pix ou cartão, dependendo da instituição financeira.

Têm direito à isenção:

  • estudantes da rede pública que estão concluindo o ensino médio em 2026;
  • pessoas inscritas no CadÚnico;
  • candidatos que já tiveram o pedido de isenção aprovado anteriormente.

⚠️ Atenção: mesmo quem conseguiu isenção precisa fazer a inscrição dentro do prazo.

Como fazer a inscrição?

A inscrição acontece apenas pela Página do Participante.

O estudante deve entrar usando a conta Gov.br com CPF e senha. Quem ainda não tem conta precisa criar uma.

Na inscrição, será necessário:

  • informar dados pessoais;
  • escolher inglês ou espanhol;
  • indicar se precisa de atendimento especializado;
  • preencher o questionário socioeconômico;
  • escolher o local da prova;
  • enviar uma foto.

Depois disso, quem não tiver isenção ainda precisará gerar o boleto para pagamento.

Alunos da rede pública terão pré-inscrição

Os estudantes da rede pública que estiverem concluindo o ensino médio já estarão pré-inscritos automaticamente.

Nesse caso, basta acessar o sistema para confirmar informações como idioma da prova, cidade de aplicação e atendimento especializado.

Para que serve o Enem?

O Enem é uma das principais formas de entrar na faculdade no Brasil.

A nota pode ser usada em programas como:

  • Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
  • Programa Universidade para Todos (Prouni);
  • Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Além disso, o exame também pode ajudar pessoas maiores de 18 anos a conseguirem o certificado de conclusão do ensino médio.

A partir deste ano, o governo também pretende usar o Enem para avaliar a qualidade do ensino médio no país.

Como serão as provas?

As provas acontecerão em dois domingos de novembro.

8 de novembro

Os candidatos farão:

  • 45 questões de linguagens;
  • 45 questões de ciências humanas;
  • redação.

15 de novembro

Os candidatos responderão:

  • 45 questões de matemática;
  • 45 questões de ciências da natureza.

Horários das provas ⏰

No horário de Brasília:

  • abertura dos portões: 12h;
  • fechamento dos portões: 13h;
  • início da prova: 13h30.

O primeiro dia termina às 19h, e o segundo às 18h30.

 

Entretenimento

IA na Copa: como a tecnologia vai mudar o futebol em 2026

A Copa do Mundo de 2026 deve levar a inteligência artificial ainda mais para dentro do futebol. A tecnologia não vai aparecer só nas transmissões: ela deve ajudar na arbitragem, no preparo físico dos jogadores e até nas estratégias dos times.

A ideia é usar sensores, câmeras e sistemas que analisam informações em tempo real, deixando as decisões mais rápidas e precisas.

Como a IA será usada na Copa de 2026

Na prática, a IA vai juntar dados da bola, das câmeras do estádio e de sensores nos jogadores para interpretar jogadas e posicionamentos em poucos segundos.

Mesmo assim, os especialistas reforçam que a tecnologia não substitui totalmente os humanos. Algumas decisões ainda vão depender dos árbitros.

Segundo Pedro Teberga, professor da Faculdade Einstein e especialista em negócios digitais, o maior ganho da IA não é acabar com os erros, mas tornar as decisões mais rápidas e transparentes.

Outro destaque é a experiência do torcedor. Segundo Teberga, reconstruções 3D dos lances deixam as decisões mais claras e confiáveis.

Bola inteligente com chip

Uma das novidades mais conhecidas é a bola equipada com chip e sensor de movimento.

Ela envia informações em tempo real sobre posição, rotação e o momento exato do chute, ajudando os árbitros em lances importantes.

A primeira vez que uma bola com chip foi usada em uma Copa aconteceu em 2022, no Catar, com a Adidas Al Rihla.

Impedimento semiautomático

O impedimento semiautomático usa dados da bola e do posicionamento dos jogadores para criar alertas quase instantâneos de possíveis irregularidades.

A ideia é diminuir discussões sobre lances demorados, embora algumas decisões ainda dependam da análise humana.

Rastreamento com câmeras inteligentes

Outra tecnologia importante é o rastreamento óptico com visão computacional.

O sistema usa 16 câmeras instaladas no teto dos estádios para acompanhar os movimentos dos jogadores, captando 29 pontos do corpo de cada atleta até 50 vezes por segundo.

Isso cria um mapa detalhado do que acontece em campo.

Sensores para acompanhar os jogadores

A IA também deve ajudar no monitoramento físico dos atletas.

Sensores presos aos equipamentos conseguem medir fadiga, carga muscular e outros sinais físicos importantes, ajudando as equipes a prever riscos de lesão e tomar decisões melhores durante as partidas.

Análise tática em tempo real

Os sistemas de análise de dados também devem virar uma peça central para os treinadores.

Essas plataformas analisam padrões de jogo, passes e ocupação de espaço para ajudar técnicos e analistas a ajustarem estratégias durante a partida.

O que muda para os torcedores?

Para quem estiver assistindo à Copa, uma das maiores mudanças deve aparecer nas transmissões.

As emissoras devem usar gráficos automáticos em 3D e replays mais detalhados para mostrar lances importantes com mais clareza.

Com IA, realidade aumentada e internet 5G, os torcedores também devem acompanhar estatísticas ao vivo, velocidade dos jogadores e revisões de lances em tempo real.

 

Arte pode ajudar a desacelerar o envelhecimento?

Ao que tudo indica, sim. Um novo estudo da University College London analisou dados de mais de 3.500 pessoas do Reino Unido e descobriu que quem tem contato com arte costuma ser, em média, um ano mais jovem biologicamente.

Os pesquisadores usaram sete “relógios epigenéticos”, ferramentas que analisam marcadores no DNA para calcular a idade biológica real de uma pessoa.

Segundo os cientistas, o benefício apareceu tanto em quem pratica atividades artísticas quanto em quem apenas consome arte.

Dançar, cantar, pintar ou simplesmente visitar museus e teatros: qualquer forma de contato com a arte mostrou relação com um envelhecimento mais lento.

No fim da pesquisa, os cientistas perceberam que esse envolvimento estava ligado a um envelhecimento cerca de 4% mais devagar.

Uma das possíveis explicações é que atividades criativas ajudam a diminuir o estresse crônico, reduzindo inflamações no organismo, que são um dos fatores que aceleram o envelhecimento das células.

Mesmo assim, os pesquisadores destacam que o estudo é observacional. Ou seja: ele encontrou uma relação entre arte e envelhecimento mais lento, mas não prova que a arte seja a causa direta disso.

 

Curiosidade

O menor país da história a disputar uma Copa do Mundo: conheça Curaçao

Curaçao (ou Curaçau) entrou para a história do futebol ao se tornar o menor país a disputar uma Copa do Mundo. A ilha caribenha tem cerca de 160 mil habitantes e apenas 444 quilômetros quadrados. A vaga para a Copa de 2026 foi garantida depois de um empate por 0 a 0 contra a Jamaica.

A classificação chamou ainda mais atenção do mundo para a ilha, que já era conhecida pelas praias de águas cristalinas, pelas construções coloridas e pela forte influência holandesa.

Onde fica Curaçao?

Curaçao fica no Caribe, a cerca de 70 quilômetros da costa da Venezuela, entre Aruba e Bonaire.

Até 2010, a ilha fazia parte das Antilhas Holandesas. Hoje, Curaçao é um país que pertence ao Reino dos Países Baixos, mas tem governo próprio e autonomia interna. Isso significa que o território não é uma província da Holanda, mesmo mantendo ligação com o reino holandês.

O Reino dos Países Baixos é formado por quatro países:

  • Países Baixos;
  • Curaçao;
  • Aruba;
  • São Martinho.

Eles compartilham a monarquia e parte da política externa, mas cada um possui autonomia interna.

Praias, clima e turismo

Curaçao possui 34 praias com águas cristalinas, areia clara e clima quente praticamente o ano inteiro.

A ilha também fica fora da rota dos furacões, o que ajuda bastante o turismo. A época mais seca vai de janeiro até setembro, enquanto o período de chuvas costuma acontecer entre outubro e dezembro.

O turismo é uma das bases da economia local e representa entre 35% e 40% da receita do território. Em 2025, cerca de 1,5 milhão de turistas visitaram a ilha.

Outro detalhe famoso é a bebida Curaçao Blue, feita com laranjas da ilha, além de ingredientes como cravo e canela.

Influência holandesa e diversidade cultural

Os primeiros habitantes da ilha foram os Caiquetio, um povo indígena da família Arawak.

A chegada dos europeus aconteceu em 1499, quando exploradores espanhóis passaram pela região. Depois disso, portugueses, ingleses, franceses e holandeses também tiveram influência na ilha ao longo da colonização do Caribe.

Hoje, a influência holandesa ainda aparece bastante no sistema político, jurídico e educacional.

O holandês é a língua oficial, mas os moradores também falam espanhol, inglês e papiamento, um dialeto local bastante usado na região.

Uma classificação histórica 

A vaga para a Copa de 2026 marcou a primeira participação de Curaçao em um Mundial.

Com pouco mais de 150 mil habitantes e território de apenas 443 km², o país se tornou o menor da história a disputar a competição.

Grande parte dos jogadores da seleção nasceu na Holanda, mas possui origem familiar ligada à ilha caribenha. Isso acontece por causa da relação histórica entre Curaçao e o Reino dos Países Baixos.

 

Tô no Saber

Livia Rodrigues - Jovem aprendiz (Unidade Itaquera)>

Livia Rodrigues - Jovem aprendiz (Unidade Itaquera)

Participar como aprendiz no Saber foi mais que especial, no começo temos vontade de desistir devido os grandes desafios propostos, mas quando se tem instrutores que nos mostram que somos mais que todo medo internalizado, conseguimos ir longe e ainda sentir falta de encarar um novo desafio todos os dias. Sou gratíssima por tudo que aprendi por lá e jamais me esquecerei! O Instituto Saber nos torna pessoas mais corajosas e autossuficientes, profissionais que sabem lidar com qualquer situação. Obrigada, Instrutores e Equipe!

 

Giuliana Lino  - Jovem aprendiz (Unidade Osasco)>

Giuliana Lino - Jovem aprendiz (Unidade Osasco)

Ser Jovem Aprendiz transformou minha visão sobre o trabalho. Aprendi na prática, cresci como profissional e descobri habilidades que eu nem imaginava ter. Sou muito grata pela oportunidade e por tudo que esse curso acrescentou na minha vida. Um passo que abriu portas para o meu futuro.

Sugestões da Semana

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📚  Livro – Meu Pé de Laranja Lima

A indicação de hoje é da Maria Clara, da unidade Conselheiro.

O livro conta a história de Zezé, um menino muito criativo e inteligente que enfrenta uma infância difícil, mas encontra em um pé de laranja lima um grande amigo.

Entre momentos divertidos e emocionantes, a história faz a gente refletir sobre infância, carinho, dor e imaginação. É aquele tipo de livro que continua com você mesmo depois da última página.

#DeJovemPraJovem

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📺 Série – O Mentalista

A indicação de hoje é do jovem Pedro Henrique Santos, Marcus Vinícius Ribeiro e Matheus Silva, da unidade Salvador, e da Mariana Alves, da unidade Santo Amaro.

A série acompanha Patrick Jane, um homem extremamente observador que usa inteligência, leitura corporal e truques psicológicos para ajudar a polícia a resolver crimes.

Entre investigações cheias de suspense, pistas escondidas e reviravoltas inesperadas, Patrick impressiona pela forma como percebe detalhes que passam despercebidos por todo mundo. Depois de alguns episódios, começa aquele pensamento inevitável: “como ele conseguiu descobrir isso tão rápido?”

#DeJovemPraJovem

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📽️ Filme – Efeito Borboleta

A indicação de hoje é do Matheus de Sousa Santos, da unidade Conselheiro, e da Eloá Ramos, da unidade Campinas.

O filme acompanha Evan, um jovem que descobre uma habilidade perigosa: voltar ao passado e reviver momentos importantes da própria vida. O problema é que qualquer pequena mudança feita por ele acaba criando consequências enormes no futuro.

Entre suspense, mistério e realidades completamente diferentes, Efeito Borboleta prende a atenção ao mostrar como decisões simples podem mudar tudo. É aquele tipo de filme que faz a gente pensar: “e se eu pudesse mudar alguma coisa no meu passado?”

#DeJovemPraJovem

Zoom das Profissões

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