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Categoria(s): Dicas | Postado por: Rodrigo Barreto - 05/08/2026 às 08h00
Contratar um jovem aprendiz é abrir espaço para alguém vivendo, na maioria das vezes, sua primeira experiência dentro de uma empresa. Para esse iniciante, tudo é novo: o ambiente, as rotinas, a linguagem corporativa e as relações com colegas e líderes. Para a corporação, o desafio é diferente, mas igualmente real. Como transformar essa chegada em uma experiência produtiva, tanto para o negócio quanto para a formação desse futuro profissional?
Nesse ponto entra o acompanhamento pedagógico. Além de uma exigência prevista na Lei da Aprendizagem (11.788/2008), ele conecta o aprendizado teórico ao dia a dia da empresa, garantindo a integração do jovem entre a sala de aula e o trabalho. “Muitas vezes, estamos falando de estudantes em situação de vulnerabilidade em busca de uma oportunidade de crescer profissionalmente e pessoalmente”, destaca o presidente do Saber Aprendizes, Denis Lopes.
Os desafios reais de integrar um jovem aprendiz
“Nós investimos muito na área na psicologia, pois entendemos a importância desses profissionais na vida dos jovens”, ressalta Lopes. Antes de falar em soluções, vale reconhecer as dificuldades comuns nesse processo. Entender cada uma delas é o primeiro passo para lidar melhor com a situação.
Falta de familiaridade com o ambiente corporativo: muitos aprendizes chegam à empresa sem nunca terem trabalhado antes. Algumas coisas parecem óbvias para quem já está no mercado há anos, como cumprir horários, seguir hierarquias ou se comunicar formalmente por e-mail, mas ainda estão sendo aprendidas por eles.
Equipes despreparadas para receber jovens: nem sempre os times têm clareza sobre o papel do aprendiz. Isso pode gerar desde a sobrecarga de tarefas repetitivas e pouco desafiadoras até, no outro extremo, o isolamento, quando ninguém sabe muito bem o que delegar a essa pessoa.
Insegurança do próprio jovem: é natural o aprendiz sentir receio de errar, de perguntar demais ou de não corresponder às expectativas. Sem um espaço de escuta, essa insegurança pode se transformar em desmotivação ou até em evasão do programa.
Dificuldade em conciliar estudo e trabalho: o aprendiz também é estudante. Equilibrar as demandas escolares com as responsabilidades profissionais exige organização, e nem sempre a empresa está atenta a esse equilíbrio.
Ausência de feedback estruturado: sem retornos claros sobre sua atuação, o jovem perde referências importantes para o seu desenvolvimento, e a companhia não consegue corrigir rotas a tempo.
“O impacto do Saber no meu desenvolvimento está muito atrelado na minha postura profissional. A gente aprende, por exemplo, sobre Marketing Pessoal. Isso reflete nas minhas atitudes, vestimentas e comunicação. É muito legal ver a minha evolução”, comenta a jovem aprendiz Milena Benício.
Por que o acompanhamento pedagógico faz diferença
O acompanhamento pedagógico existe justamente para dar conta dessas lacunas. Ele é o elo entre a instituição formadora, a empresa e o jovem, e cumpre um papel essencial. Quando bem feito, ajuda o aprendiz a entender o propósito, conecta as atividades práticas ao conteúdo teórico e cria um canal de comunicação para dúvidas, dificuldades e conquistas. Também dá à empresa uma visão mais clara sobre a evolução de cada um, permitindo ajustes antes de pequenos problemas se tornarem grandes.
Além disso, empresas preocupadas com esse cuidado costumam colher resultados concretos, como menor rotatividade, aprendizes mais engajados e, no fim do contrato, profissionais preparados para eventual efetivação.
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