Reflexão da Semana 💭

“Carpe diem. Aproveitem o dia, rapazes. Tornem suas vidas extraordinárias.” – 

Sociedade dos Poetas Mortos

Carreira e Desenvolvimento

Tédio: por que ficar sem fazer nada pode fazer bem?

Você já ficou entediado e, quase automaticamente, pegou o celular para ver vídeos, redes sociais ou mensagens? Isso é bem comum. Afinal, quando não temos nada para fazer, parece que precisamos preencher aquele espaço imediatamente.

Mas e se o tédio não for tão ruim assim?

Especialistas explicam que alguns momentos sem estímulos podem ajudar o cérebro a ter novas ideias, resolver problemas, guardar melhor o que aprendemos e até entender melhor nossos próprios sentimentos e objetivos.

1. O tédio pode incentivar mudanças

O tédio costuma aparecer quando uma atividade não está sendo interessante ou desafiadora o suficiente. Aquela sensação de “não tenho nada para fazer” pode ser justamente um sinal de que precisamos mudar alguma coisa.

Porém, isso não significa que a solução seja pegar o celular e começar a rolar a tela sem parar. Em vez de pensar “como faço para deixar de ficar entediado?”, experimente pensar: “o que eu poderia fazer agora que realmente vale a pena?”

Pode ser caminhar, praticar um esporte, desenhar, cozinhar, aprender algo novo ou conversar com alguém. O importante é encontrar uma atividade que tenha algum significado para você.

Às vezes, o tédio também pode ser um sinal de que está na hora de sair um pouco de casa e encontrar amigos ou familiares. Estar com outras pessoas pode trazer uma sensação de conexão e pertencimento.

2. O tédio pode ajudar na criatividade

Já aconteceu de você estar tomando banho ou fazendo alguma atividade simples e, de repente, ter uma ideia muito boa? Isso não é tão estranho quanto parece. Existe até um nome para esse fenômeno: “efeito chuveiro”.

Quando fazemos uma atividade que exige pouca atenção, como tomar banho, caminhar ou arrumar o quarto, nossa mente ganha espaço para viajar. E é justamente nesse momento que podem surgir novas ideias.

O cérebro pode começar a fazer conexões entre informações que já conhecemos, encontrar soluções para problemas e pensar em possibilidades diferentes. Por isso, nem todo momento sem fazer nada precisa ser preenchido imediatamente. Às vezes, deixar a mente descansar também pode ajudar a ter aquela ideia que estava faltando.

3. Uma pausa também ajuda a memória

Estudar por horas seguidas pode parecer produtivo, mas o cérebro também precisa de momentos de descanso.

Depois que aprendemos algo novo, o cérebro precisa de tempo para organizar e guardar essas informações. Fazer uma pequena pausa, ficar alguns minutos em silêncio, olhar pela janela ou simplesmente não consumir novas informações pode ajudar nesse processo. Até mesmo cinco a dez minutos de descanso podem ser úteis para o cérebro organizar o que acabou de aprender. Por isso, aquela pausa entre uma atividade e outra não é necessariamente tempo perdido. Ela pode fazer parte do próprio aprendizado.

E o que o tédio tem a ver com autoconhecimento?

Quando estamos sempre ocupados com vídeos, jogos, redes sociais, mensagens e outras distrações, sobra pouco espaço para pensar sobre nós mesmos. Ao diminuímos esses estímulos, nossa mente pode voltar a atenção para dentro.

Podemos começar a pensar em perguntas como:

  • O que realmente importa para mim?
  • O que quero fazer no futuro?
  • Estou feliz com minhas escolhas?
  • Existe alguma coisa que gostaria de mudar?
  • Quais são meus objetivos?

Esses momentos de reflexão podem ajudar a entender melhor nossos sentimentos, valores e objetivos.

Como aproveitar melhor o tédio?

Você não precisa abandonar o celular ou a tecnologia. A ideia é apenas evitar que todo segundo de tédio seja imediatamente preenchido por uma nova distração. Experimente diminuir um pouco a troca constante entre aplicativos, vídeos e redes sociais. Quando estiver esperando alguém, por exemplo, tente não pegar o celular imediatamente.

No começo, pode parecer estranho. Mas, com o tempo, você pode perceber que consegue ficar mais presente e até encontrar novas ideias.

Tédio não é necessariamente tempo perdido

Ficar entediado não significa que você está sendo improdutivo. Às vezes, não fazer nada por alguns minutos é exatamente o que seu cérebro precisa.

Então, da próxima vez que bater aquele tédio, experimente resistir por alguns minutos à vontade de pegar o celular. Quem sabe sua mente não aproveita esse espaço para criar uma ideia nova, lembrar algo importante ou descobrir o próximo passo?

 

Leia mais em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/08/09/tedio-pode-estimular-criatividade-memoria-e-mudancas-positivas-dizem-especialistas.ghtml?utm_source=health_times&utm_medium=newsletter&utm_campaign=10-08-2026&_bhlid=f7afe155f7a83f68984d8d329b54d89866c15cdd

Mundo do Trabalho

Do celular para o trabalho: o impacto das apostas on-line

As apostas on-line estão cada vez mais presentes na vida das pessoas. Mas, quando deixam de ser apenas uma atividade ocasional e começam a ocupar muito tempo, dinheiro e atenção, podem trazer problemas para diferentes áreas da vida, inclusive para o trabalho. Uma pesquisa mostrou que empresas brasileiras já estão percebendo alguns desses efeitos, como queda de produtividade, falta de concentração, atrasos e dificuldades financeiras entre funcionários.

O problema pode aparecer durante o expediente

Segundo uma pesquisa realizada pela Opinion Box em parceria com a Creditas Benefícios e a Wellz, 53% dos gestores de Recursos Humanos disseram já ter identificado funcionários com dificuldades financeiras relacionadas às apostas.

Outro problema é o chamado presenteísmo. O nome parece complicado, mas a ideia é simples: a pessoa está fisicamente no trabalho, mas sua atenção está em outro lugar. No caso das apostas, isso pode acontecer quando alguém passa parte do expediente acompanhando resultados esportivos, conferindo apostas ou pensando em como recuperar dinheiro que perdeu.

O resultado pode ser dificuldade para se concentrar, erros, perda de prazos e queda na qualidade das tarefas.

Até o intervalo pode virar hora de apostar

A pesquisa também mostrou que mais da metade dos profissionais de RH entrevistados percebe que funcionários usam momentos como o horário de almoço para fazer apostas. Além disso, 6 em cada 10 profissionais de RH afirmaram perceber redução na produtividade entre funcionários que apostam regularmente.

Isso não significa que toda pessoa que aposta terá problemas no trabalho. Para muitas pessoas, as apostas são ocasionais e não causam grandes impactos. O alerta aparece quando a pessoa começa a perder o controle sobre o dinheiro e o tempo gastos com apostas.

Quando as apostas começam a virar um problema?

Alguns sinais podem indicar que as apostas estão ocupando um espaço maior do que deveriam:

  • gastar dinheiro que estava destinado a outras necessidades;
  • tentar recuperar o dinheiro perdido fazendo novas apostas;
  • ficar frequentemente distraído durante o trabalho;
  • atrasar tarefas ou perder prazos;
  • apresentar dificuldades financeiras;
  • ficar mais irritado ou isolado;
  • ter dificuldade para controlar o tempo gasto com apostas.

É importante lembrar que esses sinais, sozinhos, não significam que uma pessoa tenha dependência. Eles também podem estar relacionados a outros problemas pessoais ou profissionais.

Afastamentos também aumentaram

O impacto das apostas também aparece nos dados de saúde pública. Segundo informações do INSS, os afastamentos relacionados à ludopatia, um transtorno ligado à compulsão por jogos e apostas, cresceram cerca de 60% em 2025, em comparação com o ano anterior. Isso mostra que, em alguns casos, as apostas podem ultrapassar a questão financeira e afetar também o bem-estar e a rotina da pessoa.

Informação também é uma forma de prevenção

Com aplicativos de apostas disponíveis praticamente o tempo todo e acessíveis pelo celular, é cada vez mais importante entender os riscos envolvidos. Para as empresas, algumas estratégias podem ajudar, como educação financeira, orientação sobre apostas, preparação das lideranças e canais de apoio.

E para quem está começando a trabalhar, fica uma reflexão importante: diversão e entretenimento podem fazer parte da vida, mas é preciso perceber quando alguma atividade começa a tomar conta do seu tempo, dinheiro, atenção ou objetivos.

Apostar não é sinônimo de ter um problema. O sinal de alerta aparece quando a pessoa sente que não consegue mais controlar o comportamento e começa a perceber consequências na vida financeira, pessoal ou profissional.

 

Leia mais em: https://sbtnews.sbt.com.br/colunas/nova-economia/tigrinho-e-bets-entram-nas-empresas-e-afetam-produtividade

Ciência e Tecnologia

Já imaginou pagar o metrô com a palma da mão?

Parece coisa de filme futurista, mas uma tecnologia que pode permitir isso já foi apresentada no Brasil.

A proposta usa a biometria palmar, uma tecnologia que identifica os vasos sanguíneos presentes na palma da mão. A ideia é que, no futuro, o passageiro possa entrar no metrô sem precisar usar cartão, bilhete ou celular.

Como a tecnologia funciona?

A tecnologia foi desenvolvida pela Biostation, empresa ligada à DINAMO Cyber Security Company, e utiliza um sensor de infravermelho para identificar o padrão dos vasos sanguíneos que ficam embaixo da pele. Esse padrão é diferente em cada pessoa, formando uma espécie de “assinatura” da palma da mão. A leitura pode ser feita sem encostar no aparelho, a uma distância de até 10 centímetros. O processo acontece em poucos segundos.

A palma da mão como bilhete

A ideia é transformar a palma da mão em uma espécie de chave de acesso à conta de transporte do passageiro. Na prática, o sistema poderia identificar a pessoa ao passar pela catraca e fazer o pagamento automaticamente. Também seria possível calcular descontos para quem usa o transporte com frequência e considerar integrações entre ônibus e metrô, sem precisar ficar recarregando um cartão físico.

E se eu usar ônibus e metrô?

Uma das propostas mais interessantes é justamente integrar diferentes meios de transporte. Imagine pegar um ônibus e depois o metrô. Em vez de precisar usar diferentes cartões ou realizar vários pagamentos, o sistema poderia reconhecer o passageiro e calcular automaticamente as tarifas e possíveis integrações. A tecnologia faz parte de uma ideia maior chamada “Mobilidade como Serviço”, que busca tornar o transporte público mais conectado e inteligente.

E os dados pessoais?

Como estamos falando de uma característica do corpo, a segurança dos dados é uma questão importante. Segundo a empresa, o sistema não armazena uma foto da palma da mão. Em vez disso, transforma as informações dos vasos sanguíneos em dados criptografados, que são armazenados em sistemas de alta segurança. O cadastro também depende da autorização do usuário. Ou seja, a pessoa precisa escolher cadastrar sua biometria para utilizar o sistema.

Tecnologia foi apresentada em evento em São Paulo

A novidade foi apresentada em 6 de agosto de 2026, durante o Seminário IRIS, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo.

O evento reuniu profissionais e especialistas de diferentes áreas relacionadas ao transporte, infraestrutura, inovação e regulação. Entre os participantes estavam representantes do Metrô de São Paulo, BNDES e Banco Mundial, além de profissionais de outras instituições. A apresentação da biometria palmar fez parte das discussões sobre inovação e futuro do transporte metroferroviário.

O futuro do transporte está na palma da mão?

A tecnologia ainda representa uma proposta para transformar a forma como usamos o transporte público. Mas ela mostra como recursos que pareciam distantes da nossa realidade estão cada vez mais próximos do cotidiano.

Hoje, já usamos reconhecimento facial, impressão digital e pagamentos por aproximação. No futuro, talvez até a palma da mão possa funcionar como uma espécie de bilhete de transporte.

A pergunta é: você usaria o metrô dessa forma?

 

Leia mais em: https://exame.com/bussola/tecnologia-possibilita-pagamento-de-passagens-de-metro-com-a-palma-da-mao/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento

Conversa fiada pode fazer bem? A ciência diz que sim

Sabe aquela conversa rápida com alguém no elevador, na fila, no ônibus ou até no trabalho? Pode parecer apenas um papo sem importância, mas pesquisas indicam que essas pequenas interações podem ajudar no humor, na sensação de pertencimento e no bem-estar.

Segundo a psicóloga Gillian Sandstrom, professora da Universidade de Sussex, os seres humanos têm uma necessidade de se sentir conectados a outras pessoas. E não é preciso ter uma amizade próxima para criar essa conexão. Às vezes, alguns minutos de conversa já fazem diferença.

Uma conversa rápida pode melhorar o dia

Nem toda conversa precisa ser profunda. Falar sobre o clima, comentar alguma situação do momento ou perguntar como está o dia de alguém já pode criar uma pequena conexão. Esses contatos podem melhorar o humor e diminuir a sensação de isolamento. Além disso, conversar com pessoas diferentes permite conhecer novas ideias, opiniões e experiências.

Até mesmo conversar com alguém que você não conhece pode ser interessante. Uma pessoa de fora da sua rotina, por exemplo, pode enxergar uma situação por outro ponto de vista.

O que são os “laços fracos”?

Os pesquisadores usam o termo “laços fracos” para falar dessas relações que não são de amizade ou de proximidade. São pessoas como um vizinho, um colega que você encontra de vez em quando, um atendente ou alguém com quem você conversa rapidamente durante o dia.

Mesmo sendo relações mais simples, elas podem ajudar a aumentar a sensação de apoio e diminuir o estresse. Com o tempo, algumas dessas conversas podem até se transformar em novas amizades. E o mais importante nem sempre é o assunto da conversa. Ouvir alguém, compartilhar uma experiência e perceber que existe uma troca já pode ser positivo.

Será que estamos conversando menos?

Um estudo citado pela pesquisadora aponta que, desde 2005, as pessoas passaram a falar, em média, 338 palavras a menos por dia. Isso representa cerca de 120 mil palavras a menos por ano.

Uma possível explicação está no aumento das atividades feitas pelas telas. Hoje podemos pedir comida, fazer compras, trabalhar e resolver várias coisas sem precisar conversar pessoalmente com ninguém. A tecnologia facilita bastante a rotina, mas também pode diminuir algumas oportunidades de interação.

Como começar uma conversa?

Se você fica sem saber o que falar com alguém, algumas estratégias simples podem ajudar:

Faça uma pergunta: pergunte como está o dia da pessoa ou peça uma recomendação.

Encontre algo em comum: o lugar onde vocês estão, o clima, uma situação que acabou de acontecer ou alguma atividade podem virar assunto.

Seja gentil: um elogio sincero ou uma atitude educada pode ser uma boa maneira de iniciar um papo.

E não se preocupe se nem toda tentativa funcionar. Às vezes, a outra pessoa pode estar ocupada, preocupada ou simplesmente sem vontade de conversar naquele momento. Isso não significa que você fez algo errado.

Pequenos papos, grandes conexões

A próxima vez que alguém puxar assunto sobre algo aparentemente simples, talvez valha a pena não encerrar a conversa imediatamente. Afinal, uma conversa de poucos minutos pode trazer uma nova ideia, melhorar o humor, diminuir a sensação de isolamento ou até ser o começo de uma nova amizade.

 

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/voce-evita-conversa-fiada-a-ciencia-mostra-por-que-vale-a-pena-mudar-esse-habito/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento

Saúde

Será que tudo que você vê sobre saúde é verdade?

Nunca foi tão fácil encontrar informações sobre saúde. Em poucos segundos, podemos assistir a vídeos sobre vitaminas, alimentação, exercícios, doenças, medicamentos e suplementos.

Ter acesso a essas informações é algo positivo. O problema começa quando uma informação verdadeira é retirada do contexto e transformada em uma regra que serviria para todo mundo. É o que alguns médicos estão percebendo nos consultórios: pessoas chegam com sintomas e já trazem um diagnóstico pronto, uma lista de exames e até o tratamento que encontraram nas redes sociais.

Mas será que aquilo que funciona para uma pessoa também funciona para você?

Nem tudo que parece científico serve para todo mundo

Um dos maiores problemas das redes sociais não são apenas as informações falsas.

Às vezes, o conteúdo apresenta uma informação verdadeira, mas tira algumas partes importantes da história.

Por exemplo: a creatina é uma substância bastante estudada e pode trazer benefícios em determinadas situações. Isso não significa que todas as pessoas precisam tomar creatina.

O mesmo vale para vitaminas e outros suplementos.

Se alguém tem deficiência de determinada vitamina, pode ser necessário fazer uma reposição. Mas isso não significa que tomar doses altas dessa vitamina fará bem para qualquer pessoa.

Na internet, palavras importantes como “depende”, “em alguns casos” e “quando indicado” podem desaparecer.

E aí uma informação correta pode acabar virando uma recomendação errada.

E o famoso “sal saudável”?

Nas redes sociais, também aparecem diferentes tipos de sal apresentados como opções muito mais saudáveis, como sal rosa, sal marinho ou sal integral.

Apesar de poderem ter pequenas diferenças na composição, o principal componente desses produtos continua sendo o cloreto de sódio.

Por isso, quando falamos sobre pressão arterial e saúde do coração, a quantidade de sal consumida continua sendo muito importante. Trocar um tipo de sal por outro não significa que podemos consumi-lo sem preocupação.

Cuidado com os suplementos “para tudo”

Também é comum encontrar na internet produtos que prometem melhorar a memória, o sono, a imunidade, os músculos, a disposição ou até fazer alguém parecer mais jovem.

O problema é quando uma pequena informação científica é transformada em uma promessa enorme.

Um suplemento pode ter uma função específica e fazer sentido para determinadas pessoas. Isso não significa que ele seja necessário ou seguro para todo mundo. O mesmo vale para hormônios, vitaminas e outras substâncias.

O algoritmo pode fazer uma hipótese parecer certeza

Existe outro problema: o funcionamento das redes sociais.

Imagine que você assista a um vídeo dizendo que determinado sintoma pode ser causado pela falta de uma vitamina. Depois disso, o algoritmo pode começar a mostrar vários outros vídeos sobre o mesmo assunto.

Você assiste a cinco, dez ou vinte conteúdos falando da mesma coisa. Depois de um tempo, pode parecer que aquela explicação é uma certeza, mas não necessariamente é.

A mesma sensação de cansaço, por exemplo, pode ter várias causas diferentes. E uma alteração em um exame pode ser importante para uma pessoa e não ter o mesmo significado para outra.

A ciência trabalha com “depende”

Nas redes sociais, frases como “faça isso todos os dias e resolva o problema” chamam bastante atenção.

A ciência, por outro lado, costuma ser muito menos direta. Ela trabalha com estudos, evidências, probabilidades e diferenças entre as pessoas. Um tratamento que funciona para alguém pode não ser indicado para outra pessoa. Por isso, o contexto é tão importante.

É justamente aí que entra o papel dos profissionais de saúde.

Pesquisar é bom. Acreditar em qualquer coisa, não.

Isso não significa que você deve parar de pesquisar sobre saúde na internet.

Pelo contrário: buscar informação pode ajudar a fazer perguntas melhores e participar mais das decisões sobre sua própria saúde.

Mas, antes de acreditar ou compartilhar uma informação, vale fazer algumas perguntas:

  • Quem está dizendo isso?
  • Existe pesquisa científica sobre o assunto?
  • A recomendação é para todo mundo ou apenas para alguns casos?
  • A pessoa está tentando vender algum produto?
  • Os possíveis riscos também foram apresentados?
  • Essa informação realmente se aplica à minha situação?

E uma das perguntas mais importantes: “Isso faz sentido para mim ou preciso conversar com um profissional?”

Informação também precisa de contexto

Hoje temos acesso a uma quantidade enorme de informações sobre saúde. O desafio não é mais apenas encontrar informação, mas saber separar conhecimento de conteúdo enganoso ou fora de contexto.

Por isso, desconfie de promessas milagrosas, soluções que dizem funcionar para absolutamente todo mundo e recomendações que parecem simples demais para problemas complexos. Na saúde, não existe uma fórmula única que funcione para todas as pessoas.

Informação é importante. Mas, sem contexto, até uma informação verdadeira pode acabar sendo usada de forma errada.

 

Leia mais em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/quando-informacao-demais-comeca-a-fazer-mal-a-saude/

O que estamos perdendo ao brincar menos na rua?

Você já imaginou passar uma tarde inteira brincando com amigos sem ter um horário definido, sem uma atividade planejada e sem um adulto dizendo o que fazer a cada momento?

Há algumas décadas, isso era muito comum. Hoje, principalmente nas grandes cidades, esse tipo de brincadeira ficou menos frequente. As crianças passaram a ter mais atividades organizadas, mais supervisão dos adultos e mais tempo diante das telas. Mas será que perder esses momentos de brincadeira livre faz alguma diferença?

Pesquisas indicam que brincar com mais liberdade pode ajudar no desenvolvimento da autonomia, da convivência com outras pessoas e da capacidade de lidar com desafios.

O espaço para brincar diminuiu

Pesquisadores estudam essa mudança há décadas. Em 1971, o psicólogo Roger Hart pediu que crianças desenhassem um mapa mostrando os lugares onde podiam ir sozinhas, sem a companhia de um adulto. Algumas crianças circulavam por vários quilômetros e conheciam muito bem os arredores de onde moravam.

Quando a pesquisa foi repetida anos depois, os pesquisadores perceberam que o espaço onde as crianças podiam circular sozinhas havia diminuído bastante. Hoje, em muitos lugares, é menos comum que crianças vão sozinhas à escola, atravessem ruas movimentadas ou visitem amigos que moram no bairro sem a presença de um adulto.

O que a brincadeira livre ensina?

O mais importante não é necessariamente brincar na rua, mas ter momentos em que a criança possa brincar e tomar pequenas decisões por conta própria.

Imagine um grupo de crianças jogando bola. Quem decide as regras? Quem começa? O que fazer quando alguém discorda? Como resolver uma discussão?

Sem um adulto para resolver tudo, as próprias crianças precisam conversar, negociar e encontrar uma solução.

Essas situações podem ajudar a desenvolver habilidades como:

  • tomar decisões;
  • resolver problemas;
  • lidar com frustrações;
  • negociar com outras pessoas;
  • respeitar regras;
  • desenvolver autonomia.

Ou seja, até uma simples brincadeira pode ser uma oportunidade de aprender.

Brincar ao ar livre também pode ajudar

Pesquisas acompanharam crianças durante vários anos para entender a relação entre brincadeiras ao ar livre e desenvolvimento.

Um estudo realizado no Reino Unido acompanhou mais de 4 mil crianças e encontrou uma associação entre brincar ao ar livre com frequência entre os 2 e 4 anos e uma maior chance de apresentar um desenvolvimento emocional mais estável aos 8 anos.

Outro estudo, com cerca de 2.500 crianças, encontrou uma relação entre o tempo de brincadeira ao ar livre e melhores habilidades sociais e emocionais.

Isso não significa que brincar fora de casa seja uma garantia de boa saúde mental. O desenvolvimento de uma criança depende de muitos fatores.

Mas os resultados sugerem que ter oportunidades para brincar livremente pode ser uma parte importante desse desenvolvimento.

E se houver algum risco?

Cair de bicicleta, subir em uma árvore ou tentar uma brincadeira nova pode envolver pequenos riscos. Pesquisadores estudam esse tipo de atividade como “brincadeira de risco”.

A ideia não é colocar crianças em situações perigosas. É permitir que elas experimentem desafios adequados à idade e aprendam a avaliar seus próprios limites.

Por exemplo, ao tentar subir em um lugar um pouco mais alto, a criança precisa pensar: “Consigo fazer isso? Onde devo colocar o pé? É seguro continuar?”

Esse tipo de experiência pode ajudar a desenvolver confiança, autonomia e capacidade de avaliar riscos.

A culpa é só do celular?

Não. As telas fazem parte da mudança, mas os pesquisadores apontam que existem vários outros fatores.

O aumento do trânsito, a falta de espaços públicos seguros, o medo dos pais em relação à violência, menos tempo de recreio e uma rotina cada vez mais cheia de atividades também contribuíram para diminuir as brincadeiras livres.

Ou seja, não é simplesmente uma questão de “antigamente as crianças brincavam e hoje só ficam no celular”.

A forma como as cidades, as famílias e as escolas mudaram também influencia a maneira como crianças e adolescentes passam o tempo.

Liberdade e segurança precisam andar juntas

Os pesquisadores não defendem que crianças sejam deixadas em situações perigosas ou que os cuidados de segurança sejam ignorados. A questão é encontrar um equilíbrio.

Proteger é importante, mas proteger não significa controlar cada minuto da brincadeira.

Em alguns momentos, pode ser interessante permitir que crianças tenham espaço para criar suas próprias brincadeiras, resolver pequenos conflitos e tomar decisões adequadas à idade.

O que podemos aprender com tudo isso?

Brincar livremente pode parecer apenas diversão, mas também pode ser uma forma de aprender.

Ao decidir as regras de um jogo, resolver uma discussão, tentar algo novo ou simplesmente inventar uma brincadeira, crianças desenvolvem habilidades que serão importantes muito além da infância.

 

Leia mais em: https://www.cnnbrasil.com.br/style/brincar-na-rua-ainda-faz-diferenca-o-que-diz-a-ciencia/

Brasil e Mundo

Plataforma oferece apoio em saúde mental para jovens pelo SUS

Você sabia que jovens de 13 a 24 anos podem encontrar um espaço de escuta e orientação sobre saúde mental pelo SUS?

A plataforma Pode Falar agora pode ser acessada diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital. O serviço oferece acolhimento e orientação para quem está passando por dificuldades emocionais ou simplesmente quer conversar sobre o que está sentindo.

Como acessar?

Para usar o serviço, é preciso entrar no aplicativo Meu SUS Digital e procurar a opção “Pode Falar”, na área de mini aplicativos. Depois, o usuário será direcionado para a plataforma.

O atendimento funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília.

E tem mais: é possível fazer o atendimento de forma anônima, caso a pessoa prefira.

Primeiro contato é com um chatbot

A conversa começa com um chatbot, um sistema que interage com o usuário por mensagens.

Além de conversar, a plataforma oferece conteúdos simples sobre saúde mental que podem ajudar a entender melhor sentimentos e emoções.

Se a pessoa quiser conversar com alguém ou o sistema identificar que ela precisa de um apoio mais direto, a conversa pode passar para um profissional humano.

E quem faz o atendimento?

Os atendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como Psicologia, Medicina e Educação. Eles trabalham com supervisão de professores, recebem treinamento e seguem orientações específicas para diferentes situações.

A plataforma também utiliza recursos de inteligência artificial para ajudar a identificar situações que precisam de atenção mais rápida. Quando o sistema encontra sinais de uma situação de maior risco, ele envia um alerta para a equipe, que pode priorizar aquele atendimento.

Serviço quer alcançar mais jovens

Atualmente, o Pode Falar realiza cerca de 1,1 mil atendimentos por mês. Com a inclusão da plataforma no Meu SUS Digital, o Ministério da Saúde espera ampliar bastante esse número e chegar a aproximadamente 11 mil atendimentos mensais.

A ideia é facilitar o acesso, principalmente para jovens que ainda não procuraram atendimento presencial.

E quando procurar atendimento presencial?

O Pode Falar pode ser uma porta de entrada para quem precisa de escuta e orientação, mas existem situações em que é importante procurar atendimento presencial.

Se um sofrimento emocional estiver durando muito tempo ou começar a atrapalhar os estudos, o trabalho, a rotina ou os relacionamentos, é importante buscar ajuda profissional.

O SUS oferece atendimento em saúde mental e, quando necessário, a pessoa pode ser encaminhada para serviços especializados.

Pedir ajuda também é se cuidar

Se você estiver passando por um momento difícil, não precisa enfrentar tudo sozinho. Conversar com alguém de confiança ou procurar um serviço de saúde pode ser um primeiro passo para entender o que está acontecendo e encontrar apoio.

O mais importante é lembrar: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É uma forma de cuidar de si.

 

Leia mais em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-07/plataforma-oferece-escuta-em-saude-mental-para-jovens-no-sus-digital?utm_source=health_times&utm_medium=newsletter&utm_campaign=03-08-2026&_bhlid=d71b11afc925152d0cb36c643050667c50dfb5cc

IA nas eleições: tecnologia que ajuda ou pode enganar?

A inteligência artificial deve aparecer cada vez mais nas campanhas eleitorais de 2026. Ela pode ajudar candidatos a produzir textos, imagens e vídeos, analisar informações e entender melhor diferentes grupos de eleitores. Mas a tecnologia também traz riscos. Conteúdos falsos, imagens manipuladas e informações feitas para influenciar as pessoas podem se espalhar rapidamente. Por isso, novas regras tentam evitar abusos durante o período eleitoral.

Como a IA já influencia o que vemos?

Mesmo antes das eleições, a inteligência artificial já faz parte das redes sociais. Os algoritmos analisam o que você curte, assiste, pesquisa e compartilha. A partir dessas informações, tentam descobrir quais conteúdos têm mais chances de prender sua atenção. Por exemplo: se você assiste a vários vídeos sobre determinado assunto político, é possível que o sistema passe a mostrar mais conteúdos parecidos. Isso pode criar uma espécie de “bolha”, na qual a pessoa recebe principalmente informações que combinam com aquilo em que já acredita.

E as IAs que criam conteúdo?

Ferramentas como ChatGPT e Gemini conseguem produzir textos, imagens, áudios e vídeos.

Nas eleições, isso pode facilitar a produção de materiais de campanha em grande quantidade e permitir que diferentes mensagens sejam criadas para públicos específicos.

O problema aparece quando essa tecnologia é usada para enganar ou manipular os eleitores.

A IA pode reforçar aquilo em que já acreditamos

Um dos riscos apontados pelos especialistas é o chamado viés.

Todos nós temos opiniões e crenças construídas ao longo da vida. Quando recebemos informações que confirmam aquilo em que já acreditamos, temos maior tendência a aceitá-las.

Os algoritmos podem aumentar esse efeito ao mostrar cada vez mais conteúdos semelhantes aos que já consumimos.

Por isso, durante uma eleição, uma pessoa pode acabar recebendo uma quantidade enorme de informações favoráveis a um determinado candidato ou ideia, enquanto quase não entra em contato com opiniões diferentes.

E os conteúdos falsos?

A IA tornou mais fácil produzir conteúdos falsos que parecem reais. É aí que entram os deepfakes.

Deepfakes são vídeos, fotos ou áudios manipulados com inteligência artificial para fazer parecer que uma pessoa real disse ou fez algo que, na verdade, não aconteceu.

Em uma eleição, esse tipo de conteúdo pode ser especialmente perigoso porque pode espalhar uma informação falsa para milhares de pessoas rapidamente.

A IA vai decidir as eleições?

Não.

Os especialistas destacam que a inteligência artificial pode aumentar o alcance e a eficiência das campanhas, mas não substitui fatores como a confiança que um candidato transmite, suas propostas, sua trajetória e a identificação dos eleitores com determinadas ideias.

Ou seja, a tecnologia pode mudar a forma como uma campanha conversa com o público, mas não é o único fator que influencia uma eleição.

Existem regras para o uso da IA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui regras para tentar evitar abusos envolvendo inteligência artificial durante as eleições.

Entre as medidas estão a proibição do uso de deepfakes e de conteúdos manipulados para divulgar informações falsas ou fora de contexto.

Também existem restrições para o uso de chatbots que tentem se passar por candidatos ou outras pessoas reais. Além disso, conteúdos produzidos ou modificados com IA precisam ser identificados de maneira clara em determinadas situações.

As plataformas também não podem usar sistemas automatizados para simplesmente recomendar ou priorizar candidatos e partidos, nem emitir recomendações de voto por meio de respostas automáticas.

Identificar a IA não é suficiente

Para especialistas, apenas colocar um aviso dizendo que determinado conteúdo foi criado por inteligência artificial não resolve todos os problemas.

Também são importantes:

  • fiscalização;
  • transparência;
  • responsabilização das plataformas;
  • cumprimento das regras eleitorais;
  • educação para identificar informações duvidosas.

A ideia é que as pessoas não apenas saibam “isso foi feito com IA”, mas também aprendam a questionar o conteúdo que recebem.

Como o eleitor pode se proteger?

Durante as eleições, vale ter atenção redobrada antes de acreditar ou compartilhar uma informação.

Algumas perguntas podem ajudar:

  • Quem publicou isso?
  • Existe outra fonte confiável falando sobre o assunto?
  • A imagem, o vídeo ou o áudio parecem reais?
  • Essa informação está sendo apresentada fora de contexto?
  • O conteúdo tenta provocar uma reação muito forte, como raiva ou medo?

Quanto mais importante for a informação, maior deve ser o cuidado antes de compartilhá-la.

Uma nova ferramenta, com novos desafios

A inteligência artificial provavelmente terá um papel importante nas eleições de 2026.

Ela pode tornar as campanhas mais rápidas, personalizadas e eficientes. Ao mesmo tempo, pode facilitar a criação e a circulação de conteúdos falsos.

Por isso, o desafio não é simplesmente “usar ou não usar IA”. O grande desafio será encontrar maneiras de aproveitar a tecnologia sem permitir que ela seja usada para enganar, manipular ou prejudicar o debate público.

Em tempos de inteligência artificial, saber questionar uma informação pode ser tão importante quanto saber encontrá-la.

 

Leia mais em: https://tribunademinas.com.br/noticias/politica/06-08-2026/inteligencia-artificial-nas-eleicoes-2026-entenda-os-riscos-as-regras-e-os-impactos-nas-campanhas.html

Educação

Estudante perde bolsa do Prouni após movimentações de apostas na conta da mãe

Um estudante de Campinas teve a bolsa integral do Prouni negada depois que a faculdade analisou as movimentações bancárias da mãe e considerou os valores relacionados a apostas online como parte da renda familiar. O caso gerou uma discussão: movimentar dinheiro em plataformas de apostas significa necessariamente ter renda?

O que aconteceu?

Eduardo Luvizetto dos Santos passou quase três anos se preparando para entrar na faculdade de Psicologia. Depois de fazer o Enem, ele foi pré-selecionado para receber uma bolsa de 100% do Prouni em uma unidade da UNIP, em São Paulo.

Eduardo afirma que sua família tem renda de até um salário mínimo e, por isso, estaria dentro dos critérios para receber a bolsa integral. Mas, durante a análise dos documentos, a faculdade encontrou várias movimentações de dinheiro na conta bancária da mãe do estudante. Segundo Eduardo, os valores eram relacionados a apostas on-line, e não a salário ou outra fonte de renda.

Dinheiro movimentado é o mesmo que renda?

É justamente aí que está a discussão. A faculdade afirmou que havia entradas frequentes de dinheiro relacionadas a plataformas de apostas e considerou esses valores na análise da renda familiar.

Especialistas em Direito Educacional ouvidos, porém, explicam que movimentar dinheiro em uma conta não significa necessariamente ter aumento de renda.

Por exemplo, uma pessoa pode receber um empréstimo de R$ 1 mil e depois devolver esse dinheiro. A conta terá movimentado R$ 1 mil, mas isso não significa que a pessoa ganhou R$ 1 mil.

Por outro lado, se alguém aposta R$ 1 mil e termina com R$ 3 mil, existe um ganho de R$ 2 mil.

Por isso, os especialistas defendem que é necessário analisar é preciso analisar quanto entrou, quanto saiu e se realmente houve lucro. se houve e se houve aumento real do patrimônio da família.

O que diz a faculdade?

A UNIP afirmou que encontrou uma grande quantidade de entradas de dinheiro, de forma constante, relacionadas a jogos e apostas virtuais. Segundo a instituição, prêmios obtidos em apostas podem ser considerados renda, de acordo com as regras do Imposto de Renda.

A faculdade também informou que as despesas e dívidas da família não são descontadas no cálculo da renda do Prouni. Ou seja, o programa considera a renda familiar, e não simplesmente quanto dinheiro sobra depois de pagar as contas.

Eduardo tentou recorrer

Depois de ter a bolsa negada, Eduardo apresentou um recurso administrativo para tentar mudar a decisão.

Ele explicou que as movimentações estavam relacionadas às apostas e a operações de crédito e que, segundo ele, não representavam uma renda real da família.

A faculdade, porém, manteve a decisão.

Agora, o estudante procura orientação jurídica para tentar levar o caso à Justiça e conseguir a bolsa.

O que é o Prouni?

O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior.

Existem bolsas:

  • integrais, que cobrem 100% da mensalidade;
  • parciais, que cobrem 50%.

Para conseguir uma bolsa, o estudante precisa cumprir uma série de requisitos, incluindo critérios relacionados à renda familiar.

O caso também chama atenção para as apostas

Além da discussão sobre o Prouni, o caso mostra como as apostas online podem afetar a vida financeira de uma família.

No relato apresentado pela reportagem, Eduardo afirma que sua mãe estaria endividada por causa das apostas.

Especialistas também destacam que existe uma diferença entre apostar ocasionalmente e perder o controle sobre o comportamento de apostar.

Quando a pessoa sente uma vontade difícil de controlar, passa a gastar dinheiro que não poderia ou começa a ter problemas financeiros, familiares ou profissionais por causa das apostas, a situação pode exigir atenção e apoio.

 

Leia mais em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/08/06/estudante-perde-bolsa-do-prouni-porque-mae-movimentou-dinheiro-em-plataformas-de-aposta-jogo-online-nao-e-renda-diz.ghtml

Finanças

Problemas financeiros podem afetar a saúde mental?

Dinheiro faz parte da nossa vida todos os dias. Quando as contas começam a apertar, as dívidas aumentam ou a renda não é suficiente para cobrir as despesas, a preocupação pode ir muito além do bolso.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN) em parceria com o Instituto Axxus mostrou que 82% dos brasileiros entrevistados que têm ansiedade, depressão, estresse crônico ou burnout relacionam seus problemas financeiros ao desenvolvimento ou agravamento dessas condições.

O levantamento ouviu 1.000 brasileiros que tinham diagnóstico formal de uma dessas condições.

O dinheiro aparece como um dos principais motivos

Entre os participantes, 35% apontaram as dificuldades financeiras como o principal gatilho para o surgimento do transtorno.

Esse percentual ficou acima de outros fatores citados na pesquisa, como problemas relacionados ao trabalho (20%), conflitos nos relacionamentos (11%), separação (11%), doenças (8%) e luto (5%).

Para algumas pessoas, o dinheiro foi ainda mais importante: 27,1% disseram que as dificuldades financeiras foram a única causa relacionada ao problema, enquanto 32,4% consideraram as finanças o principal fator entre várias causas.

Contas, dívidas e renda que não dá conta

A situação financeira dos entrevistados também chama atenção.

Segundo a pesquisa:

  • Quase 7 em cada 10 têm dificuldade para pagar contas básicas;
  • 61,2% convivem com dívidas;
  • 54% dizem que a renda não é suficiente para pagar as despesas do dia a dia;
  • 31% citaram o desemprego como um problema financeiro.

Ou seja, a preocupação com dinheiro pode estar presente mesmo antes de uma pessoa perceber que isso está afetando seu bem-estar.

O impacto vai muito além da carteira

Os problemas financeiros podem acabar afetando diferentes áreas da vida.

Entre os entrevistados, 64,9% disseram que a situação financeira prejudica o lazer, enquanto 62% perceberam efeitos no humor.

Além disso:

  • 60% relataram impactos nas relações familiares;
  • 56%, no sono;
  • 43%, no desempenho profissional;
  • 40%, nas relações sociais.

Isso mostra como uma preocupação financeira pode ocupar espaço na cabeça e acabar interferindo em momentos que, aparentemente, não têm relação com dinheiro.

Jovens também aparecem na pesquisa

Entre os participantes de 18 a 30 anos, a ansiedade foi o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 52% dos casos.

Para quem está começando a vida adulta, essa relação pode ser especialmente importante. É uma fase em que muitas pessoas começam a lidar com salário, contas, escolhas de carreira e novas responsabilidades financeiras.

Por isso, aprender a organizar o dinheiro desde cedo pode ser uma forma de evitar que problemas financeiros se transformem em uma fonte constante de preocupação.

E as pessoas estão otimistas com o futuro?

Nem tanto. Apenas 20% dos entrevistados acreditam que sua situação financeira vai melhorar.

Por outro lado, 67% têm uma visão pessimista ou muito pessimista sobre o próprio futuro financeiro.

Mesmo com essa preocupação, quase metade dos participantes (49%) nunca havia procurado orientação em educação financeira.

Educação financeira também é cuidado

Aprender sobre dinheiro não significa apenas saber economizar.

Também envolve entender como organizar gastos, planejar objetivos, tomar decisões com mais consciência e evitar que as finanças saiam do controle.

E existe um ponto importante: ter dificuldades financeiras não significa que alguém tenha culpa por estar passando por um momento difícil. Renda, desemprego, imprevistos e outras situações podem afetar a vida financeira.

A educação financeira pode ajudar a lidar melhor com o que está ao nosso alcance, enquanto buscar apoio quando a preocupação começa a afetar o bem-estar também é importante.

 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/economia/quatro-em-cada-cinco-brasileiros-com-transtornos-mentais-relacionam-doenca-ao-dinheiro/

Entretenimento

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” faz história nas bilheterias

O novo filme do Homem-Aranha, estrelado por Tom Holland, já chegou aos cinemas fazendo barulho.

Em seu primeiro fim de semana, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” arrecadou cerca de US$ 927 milhões no mundo todo e se tornou a segunda maior estreia da história do cinema.

O único filme que conseguiu uma estreia maior foi “Vingadores: Ultimato”, de 2019, que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em seu primeiro fim de semana.

Recorde também nos Estados Unidos

Nos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá, o novo filme do Homem-Aranha arrecadou US$ 360 milhões.

Com esse resultado, ele superou a estreia de “Vingadores: Ultimato” nesses países, que havia arrecadado US$ 357 milhões.

Fora da América do Norte, o filme conseguiu outros US$ 572 milhões.

O resultado foi muito maior do que as previsões iniciais. Antes da estreia, algumas estimativas indicavam que o filme poderia arrecadar entre US$ 260 milhões e US$ 280 milhões no primeiro fim de semana.

Ou seja: o Homem-Aranha chegou aos cinemas com uma bilheteria que surpreendeu até as expectativas mais otimistas. 🕷️💰

Qual é a história do novo filme?

A história acontece quatro anos depois dos acontecimentos de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”.

Peter Parker agora é adulto e vive sozinho. Depois dos acontecimentos do filme anterior, as pessoas que ele ama não se lembram mais dele.

Mesmo assim, Peter continua protegendo Nova York e passa a dedicar praticamente todo o seu tempo à missão de ser o Homem-Aranha.

Mas a rotina começa a ficar cada vez mais pesada.

Enquanto enfrenta uma série de crimes misteriosos, Peter também passa por uma mudança física inesperada, que pode colocar sua própria vida em risco.

Quem está no elenco?

Além de Tom Holland como Peter Parker/Homem-Aranha, o filme traz alguns rostos conhecidos.

Zendaya volta como MJ, enquanto Jacob Batalon retorna como Ned, melhor amigo de Peter.

O elenco também conta com:

  • Mark Ruffalo, como Bruce Banner, o Hulk;
  • Jon Bernthal, como Frank Castle, o Justiceiro;
  • Michael Mando, como Mac Gargan, o vilão Escorpião;
  • Sadie Sink, em um papel que ainda desperta curiosidade entre os fãs.

Um novo recorde para o herói

Com quase US$ 1 bilhão arrecadado logo no primeiro fim de semana, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” já entrou para a história do cinema.

 

Leia mais em: https://rollingstone.com.br/cinema/homem-aranha-um-novo-dia-se-torna-a-segunda-maior-estreia-da-historia-do-cinema/?utm_source=the_news&utm_medium=newsletter&utm_campaign=03-08-2026&_bhlid=c506353ca16a9753f8e601f127eb5f1991cca577

Um show sem celular: essa é a proposta de festival em SP

Imagine ir a um show e não poder tirar fotos, gravar vídeos ou ficar olhando para a tela do celular. Essa é a proposta do Festival Contra.Cena, que acontece em outubro, em São Paulo.

Na entrada do evento, as câmeras dos celulares serão cobertas com adesivos, impedindo que o público faça fotos e vídeos durante as apresentações. A ideia é simples: fazer as pessoas deixarem as telas de lado e aproveitarem o momento ao vivo.

E por que fazer isso?

A proposta surgiu de uma reflexão sobre como os celulares mudaram a experiência de assistir a shows. Muitas vezes, em vez de acompanhar o artista, o público acaba preocupado em gravar tudo para postar nas redes sociais.

A organização quer testar o caminho contrário: menos telas e mais presença. Assim, quem estiver no festival poderá prestar mais atenção à música, interagir com os artistas e também conversar com outras pessoas.

Mas ninguém vai poder guardar lembranças?

Vai! O festival pretende usar câmeras analógicas para registrar alguns momentos do evento.

Além disso, a organização planeja oferecer itens especiais relacionados ao festival, incluindo um tocador de MP3 com gravações acústicas das bandas participantes.

Quem vai tocar?

O Festival Contra.Cena vai reunir bandas da cena independente brasileira. Entre os nomes já confirmados estão Sislop, Celacanto e Morro Fuji.

Fica a reflexão

Se estivesse em um show, conseguiria passar algumas horas sem usar o celular para registrar o que está acontecendo? Talvez a experiência seja justamente descobrir como é curtir um momento sem pensar em postar depois.

Leia mais em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/06/festival-em-sao-paulo-vai-lacrar-cameras-de-celulares-para-incentivar-publico-a-viver-shows-sem-telas.ghtml

Curiosidades

Você sabia que existe uma música que dura 639 anos?

Você consegue imaginar uma música que começou a tocar em 2001 e só vai terminar em 2640

A ORGAN²/ASLSP (As Slow As Possible) é considerada a música não computadorizada mais longa do mundo. Ela foi criada pelo compositor americano John Cage e começou a ser executada em 5 de setembro de 2001, em uma igreja medieval na cidade de Halberstadt, na Alemanha.

Mas por que ela é tão demorada?

O nome da obra significa “Tão lento quanto possível”. E os músicos levaram essa ideia ao extremo!

Em vez de mudar de nota a cada poucos segundos, como acontece em uma música comum, o órgão pode manter o mesmo acorde durante meses ou até mais de um ano.

A obra tem previsão para terminar somente em 4 de setembro de 2640. Ou seja, quem nasceu hoje só conseguiria acompanhar o final da música se chegasse aos 614 anos! 

Como o som fica tocando por tanto tempo?

O segredo está no instrumento. O órgão de tubos consegue produzir som continuamente enquanto recebe um fluxo constante de ar.

Por isso, uma mesma combinação de notas pode continuar sendo ouvida durante muito tempo. Em agosto de 2026, por exemplo, aconteceu uma das raríssimas mudanças de acorde da obra.

A próxima mudança está marcada para 5 de outubro de 2027.

Uma música que atravessa gerações

A apresentação acontece dentro da antiga igreja de St. Burchardi, construída no século XIII. O órgão foi criado especialmente para esse projeto.

Manter tudo funcionando custa cerca de 60 mil euros por ano, além do trabalho de voluntários que ajudam a cuidar do instrumento e do espaço.

A ideia é que a música continue passando de geração em geração. Enquanto muitas músicas duram alguns minutos, essa foi planejada para atravessar mais de seis séculos.

Agora fica a pergunta: como será o mundo quando essa música finalmente chegar à última nota?

 

Leia mais em: https://www.terra.com.br/byte/a-musica-mais-longa-do-mundo-dura-639-anos-ja-esta-tocando-e-so-vai-acabar-no-ano-2640,fa4dde9c0f677b1a8319158f936bfcfc3kxv0qud.html?utm_source=clipboard#google_vignette

Aconteceu no Saber

Tem alguém novo chegando por aqui! Conheça o novo mascote do Saber!

Tem um novo integrante chegando para fazer parte da nossa história!  O Sabido é o novo mascote do Saber e, a partir de agora, vai aparecer em diferentes momentos para acompanhar nossas atividades, campanhas e conteúdos.

Tudo começou com uma ideia da Suse, nossa instrutora da unidade Conselheiro: criar um mascote que representasse a nossa organização e que tivesse tudo a ver com a nossa jornada.

O nome não foi escolhido por acaso: Sabido tem tudo a ver com conhecimento, curiosidade e vontade de aprender.

 

Curioso, divertido e cheio de energia, o Sabido chega para deixar a comunicação do Saber ainda mais leve e próxima dos jovens.

E essa é só a primeira aparição! Fique de olho nos canais do Saber para acompanhar o Sabido em novos conteúdos, ações e momentos especiais.

 

Boas-vindas, Sabido!

Dicas da Psi

Nesta seção, o time de Psicólogas do Saber compartilha dicas valiosas de bem-estar e saúde mental. Nosso objetivo é trazer reflexões e orientações simples, mas importantes, para ajudar você a cuidar da mente e tornar o dia a dia mais leve e equilibrado.

Caso precise de suporte especializado ou acolhimento psicológico, o Núcleo Psicopedagógico do Saber pode te ajudar. Solicite agendamento ao seu instrutor.

Também preparamos uma lista de instituições que oferecem psicoterapia gratuita ou com valores acessíveis. Para conferir, clique aqui.

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Experimente a respiração 4-4-6

Quando sentir ansiedade ou tensão:

  • Inspire pelo nariz por 4 segundos.
  • Segure o ar por 4 segundos.
  • Expire lentamente pela boca por 6 segundos.

Repita de 3 a 5 vezes.

Tô no Saber

Natalia Santiago - Aprendiz (Unidade Conselheiro)>

Natalia Santiago - Aprendiz (Unidade Conselheiro)

Durante meu período como jovem aprendiz pelo Saber , desenvolvi competências essenciais para minha formação profissional. Tive contato com rotinas administrativas, organização de documentos, atendimento interno e suporte às demandas diárias, sempre com responsabilidade e proatividade. Além do aprendizado técnico, conheci pessoas maravilhosas e instrutores muito dedicados, que contribuíram profundamente para meu crescimento e formação profissional. Essa experiência me deu base sólida, disciplina e confiança para continuar evoluindo na minha trajetória e enfrentar novos desafios com maturidade.

Sugestões da Semana

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Filme: A Família do Futuro

E se você pudesse conhecer o seu próprio futuro? Em A Família do Futuro, Lewis é um jovem inventor que sonha em descobrir quem é sua verdadeira família. Durante uma viagem inesperada no tempo, ele conhece uma família completamente diferente de tudo que já imaginou e acaba embarcando em uma aventura cheia de invenções, confusões e descobertas.

Com muito humor e uma história que mistura viagem no tempo, família e sonhos, o filme mostra que o futuro pode ser surpreendente e que até os erros podem fazer parte de uma grande história.

Uma aventura para quem gosta de imaginar: e se o futuro fosse muito mais incrível do que você espera?

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Filme: Creed: Nascido para Lutar

Indicação do Gabriel Levi Santos Lima, da unidade Estácio Salvador

Adonis Johnson carrega um sobrenome que já fez história no boxe, mas quer provar que pode construir o próprio caminho. Para isso, ele procura ninguém menos que Rocky Balboa, que aceita treiná-lo e embarca com ele em uma jornada de desafios, disciplina e superação.

Mais do que um filme sobre boxe, Creed fala sobre encontrar seu propósito, enfrentar inseguranças e descobrir até onde você é capaz de chegar.

#DeJovemPraJovem

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Série: Young Sheldon (Jovem Sheldon)

Indicação do Jaime Henrique da Silva Nascimento, da unidade Unimetrocamp Campinas

Você já se perguntou como era a infância de um dos personagens mais inteligentes e peculiares da TV? Young Sheldon é um spin-off de The Big Bang Theory que volta no tempo para mostrar Sheldon Cooper ainda criança, muito antes de fazer parte do grupo de amigos que conquistou os fãs da série original.

A história acompanha Sheldon aos 9 anos, enquanto ele tenta se adaptar à escola, à família e a uma cidade onde poucas pessoas conseguem acompanhar seu jeito de pensar. Entre situações engraçadas, descobertas e desafios, a série mostra um lado diferente do personagem que já conhecemos.

#DeJovemPraJovem

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