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Categoria(s): Dicas | Postado por: Laura Pereira - 02/09/2026 às 10h00
O primeiro emprego costuma chegar acompanhado de uma dúvida: como conquistar experiência sem ter passado pelo mercado antes? Para milhares de jovens brasileiros, a aprendizagem profissional representa uma resposta concreta para esse desafio.
Em 2025, o Brasil chegou a 671,65 mil vínculos ativos de aprendizes, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o resultado representa crescimento de 10,17% diante do ano anterior. O país ainda apresentava potencial para cerca de 1,12 milhão de vagas, indicando espaço relevante para ampliar a entrada de jovens no mercado formal.
Por trás desses números existem histórias muito diferentes. Cada contrato representa uma primeira entrevista, um novo ambiente, responsabilidades inéditas e a possibilidade de descobrir talentos ainda em formação. É justamente nesse ponto onde a aprendizagem ganha uma dimensão maior: o jovem não precisa chegar pronto. Ele entra para aprender, desenvolver competências e construir, passo a passo, sua identidade profissional.
Para Roberta Teixeira, Coordenadora do time de Relacionamento Institucional do Saber Aprendizes, essa característica faz parte da força do programa. A empresa recebe um profissional em desenvolvimento e passa a participar de sua formação. Durante essa jornada, competências técnicas e comportamentais podem ser trabalhadas em conexão com a cultura, os valores e as necessidades da organização.
“Investir em jovens talentos é, ao mesmo tempo, desenvolver pessoas e fortalecer o futuro da organização”, afirma Roberta. A ideia muda a forma de enxergar o primeiro emprego. Em vez de representar apenas uma função inicial, a experiência pode funcionar como uma escola para a vida profissional.
Para Manuella Braga, aprendiz do Saber, essa transformação acontece na prática. A jovem conta ter encontrado na experiência uma oportunidade para desenvolver disciplina, ética, responsabilidade e comunicação. Sua rotina envolve suporte administrativo, organização de demandas e auxílio às equipes.
São atividades presentes em muitas empresas, mas, para quem está começando, cada tarefa também traz uma descoberta: como se comunicar com colegas, como organizar prioridades, como receber uma orientação e como assumir responsabilidade por uma entrega. Manuella resume sua experiência a partir de uma percepção importante: o aprendizado profissional também contribui para sua formação como pessoa.
A aprendizagem profissional possui justamente essa característica. O modelo combina formação teórica e experiência prática, criando uma ponte entre educação e mercado. O MTE define como uma política voltada à formação técnico-profissional de adolescentes e jovens, com contrato especial de trabalho e atividades compatíveis com o desenvolvimento do aprendiz.
Essa conexão também exige acompanhamento. Para Roberta, o suporte adequado ajuda o jovem a desenvolver autonomia, ampliar sua visão de mundo e chegar ao mercado com mais segurança. Assim, a experiência deixa de ser uma simples passagem pelo primeiro emprego, ela começa a formar uma base para os próximos passos.
Se o jovem encontra uma oportunidade para aprender, a empresa ganha a possibilidade de conhecer um talento desde o início. Adam Silva, responsável pela área de Cultura e DE&I do Outback, percebe esse potencial na própria experiência da organização. Segundo ele, o acompanhamento dos jovens ficou mais próximo após a parceria, permitindo maior visibilidade sobre presença, atrasos e desempenho.
O resultado relatado chama atenção: “cerca de 65% dos aprendizes são efetivados e continuam suas carreiras na empresa”, comenta. O indicador ajuda a revelar outro lado da aprendizagem. A contratação pode começar com uma primeira oportunidade, mas não precisa terminar ali.
O mercado de trabalho muda, as profissões se transformam e novas competências passam a ser exigidas. Para quem ainda está dando os primeiros passos, ter espaço para experimentar, aprender e receber orientação pode fazer diferença durante toda a carreira. A expansão da aprendizagem mostra existir uma demanda relevante por esse caminho. Em 2025, mais de 670 mil vínculos estavam ativos no país.
Para o jovem, pode ser o começo de uma profissão, enquanto a empresa inicia a formação de um talento. Já para ambos, a primeira oportunidade pode representar muito além de um primeiro emprego: pode ser o começo de uma história profissional construída com aprendizado, responsabilidade e perspectiva de futuro.