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Categoria(s): Dicas | Postado por: Rodrigo Barreto - 16/09/2026 às 13h00
Formar um aprendiz não se trata apenas ensinar a rotina de trabalho ou uma função dentro da empresa. É, antes de tudo, acompanhar a pessoa em um dos momentos mais decisivos da sua trajetória: o primeiro contato com o mercado profissional. Esse momento, para muitos jovens, vem carregado de desafios muito além do currículo técnico.
Por isso, o Saber Aprendizes conta com o Núcleo Psicopedagógico. A equipe é formada por psicólogos dedicados a olhar para o aprendiz de forma integral, um ser humano com história, contexto e necessidades. “O trabalho do nosso setor contribui para o desenvolvimento de habilidades comportamentais essenciais para o mercado, como comunicação, administração do tempo, gestão de conflitos, trabalho em equipe, autonomia, entre outras. Tudo isso fortalece o autoconhecimento e ajuda a lidar com as frustrações de forma mais saudável”, explica a psicóloga do Saber Aprendizes, Amanda Giglioli.
Grande parte dos jovens chegam ao programa de aprendizagem vindo de regiões periféricas e de contextos de vulnerabilidade social. Muitos enfrentam dificuldades financeiras em casa, tiveram acesso limitado a uma educação de qualidade e carregam, no dia a dia, questões pessoais e familiares complexas. Essa realidade não fica do lado de fora da sala de aula ou do ambiente de trabalho, pois impacta diretamente a forma como eles aprendem, se relacionam e desempenham suas atividades. Reconhecer isso é o primeiro passo para oferecer um suporte de valor.
“Quando a gente identifica um desafio e faz uma intervenção precoce, temos melhores condições para a melhora do aprendiz. Por consequência, reduzimos possíveis problemas. Dessa forma, esse colaborador permanece mais tempo no programa e aumenta a chance de sucesso e seguimento na trajetória da carreira”, destaca Amanda.
O trabalho do Núcleo Psicopedagógico se constrói justamente a partir dessa escuta. Os psicólogos da equipe acompanham de perto a trajetória de cada aprendiz, identificam sinais quando algo não vai bem, oferecem espaço de fala e observam o comportamento e o rendimento ao longo do programa. A partir daí, buscam construir, junto com o jovem, um contexto mais favorável para ele se desenvolver em todos os aspectos.
Não existe fórmula única nesse processo. Cada aprendiz tem sua história, dificuldades e ritmo. Por isso, o acompanhamento do núcleo é sempre respeitando as particularidades e os desafios específicos de cada um. “Aconselho todos a buscarem essa oportunidade, pois ajuda a entender o ambiente corporativo e dar início a uma carreira sólida. Além disso, passamos a dominar ferramentas indispensáveis nos dias de hoje, como Excel, Powerpoint, Word, entre outras”, comenta o aprendiz da Mahle, Álvaro de Oliveira.
No fim, esse cuidado reflete algo da essência do Saber Aprendizes: o compromisso não é apenas colocar jovens no mercado de trabalho, mas prepará-los para a vida. Formar um bom profissional passa, necessariamente, por construir um cidadão mais confiante, consciente de seu valor e preparado para lidar com os desafios além do ambiente corporativo.
Com esse olhar ampliado, o Núcleo Psicopedagógico é uma peça fundamental do programa. Porque, antes de qualquer competência profissional, o fator transformador da trajetória de um jovem é sentir alguém atento a ele, disposto a ouvir e a caminhar junto.
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