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Categoria(s): Popular | Postado por: Larissa Almeida - 09/09/2026 às 09h00
A aprendizagem profissional é uma das principais portas de entrada para os jovens iniciarem a carreira. O programa combina experiência prática em uma empresa com formação teórica, permitindo o desenvolvimento de competências importantes para o mercado de trabalho. Mas uma dúvida ainda é comum entre quem busca a primeira oportunidade: é preciso estar estudando para ser Jovem Aprendiz? A resposta depende da idade e da situação escolar do candidato. Então veja, nesta matéria, os principais requisitos para participar e como funciona essa modalidade.
A aprendizagem profissional possui regras específicas de escolaridade. Para quem ainda não concluiu o ensino médio, é necessário estar matriculado e frequentando a escola. Já para quem finalizou essa etapa da educação, não é obrigatório estar ativo em uma instituição de ensino para participar do programa.
Os candidatos formados no ensino médio podem buscar uma vaga de aprendizagem mesmo sem estarem cursando uma faculdade ou outro curso. Independentemente da situação escolar, o aprendiz participa da formação teórica oferecida por uma entidade qualificadora durante o contrato.
A aprendizagem é destinada, prioritariamente, a jovens entre 14 e 24 anos incompletos. Essa regra é uma exceção apenas para pessoas com deficiência, pois não há limite máximo de idade para a contratação.
Além da idade e dos requisitos de escolaridade, o contrato deve seguir as regras estabelecidas pela legislação e possuir duração determinada. A proposta é garantir que o jovem tenha contato com o ambiente profissional por no máximo dois anos.
Como funciona a aprendizagem profissional?
Regulamentada pela Lei nº 10.097/2000, a aprendizagem combina atividades práticas realizadas na empresa com formação teórica em uma entidade qualificadora.
Segundo Elaine Cristina Marino Hoffmeier, coordenadora acadêmica do Instituto Saber, esse formato é essencial para o desenvolvimento do participante. “A aprendizagem profissional é estruturada em um modelo de contrato especial, combinando esses dois campos de forma metódica, visando o desenvolvimento integral do contratado”, explica.
Durante o processo, o jovem aprende conteúdos relacionados ao mercado de trabalho e desenvolve habilidades para serem aplicadas no cotidiano profissional, como comunicação, organização, responsabilidade e trabalho em equipe.
Essa modalidade estabelece um contrato de trabalho especial. Por isso, o jovem possui registro na Carteira de Trabalho e acesso aos direitos previstos para a modalidade.
Entre eles estão salário, 13º salário, férias, recolhimento do FGTS, contribuição ao INSS e vale-transporte, quando aplicável. A jornada também possui regras específicas, como horas reduzidas.
O programa ainda estabelece proteção especial para adolescentes, incluindo restrições relacionadas a atividades perigosas, insalubres e horários de trabalho, conforme a legislação.
O jovem aprendiz Guilherme De Paula Silva vive essa experiência na Fremix Pavimentação, onde atua em atividades administrativas e acompanha demandas relacionadas à área jurídica.
Entre suas tarefas estão o acompanhamento de documentos, controle de informações e apoio nas atividades do escritório. Para ele, a experiência tem contribuído para compreender melhor a rotina corporativa. “Por meio da vaga, estou aprendendo a como lidar e se portar em um ambiente profissional”, afirma.
Guilherme também realiza sua formação teórica na unidade da Estácio de Carapicuíba, onde cursa o módulo intermediário de Técnicas Administrativas. Segundo ele, a experiência permite desenvolver conhecimentos relacionados à responsabilidade, análise de documentos, cumprimento de prazos e comunicação profissional.
Não. A aprendizagem foi criada justamente para facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho e oferecer a primeira experiência profissional.
Por isso, o candidato não precisa apresentar um longo histórico para concorrer a uma vaga. Características como responsabilidade, dedicação, organização e vontade de aprender podem ser importantes durante o processo seletivo.
Guilherme buscou a oportunidade justamente para começar sua trajetória corporativa. “Queria ter uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho, adquirir experiência profissional e desenvolver minhas habilidades”, conta.
O primeiro passo é verificar se você atende aos requisitos de idade e escolaridade. Depois, vale preparar um currículo atualizado, acompanhar oportunidades por meio de agentes de integração e se preparar para os processos seletivos.
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