TV Saber: lançamento da nova unidade em Carapicuíba
Expansão do Saber leva qualificação profissional, desenvolvimento humano e novas perspectivas de carreira.
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Errar faz parte de qualquer trajetória profissional, mas aprender como se portar diante de uma falha pode ser […]
Errar faz parte de qualquer trajetória profissional, mas aprender como se portar diante de uma falha pode ser especialmente importante para quem está dando os primeiros passos no mercado. Afinal, novas responsabilidades, cobranças e situações desconhecidas fazem parte dessa fase e nem sempre existe uma resposta pronta para cada desafio. Segundo a Deloitte, 47% da Geração Z no Brasil afirmava se sentir estressada ou ansiosa na maior parte do tempo e para 37% o próprio trabalho contribui significativamente para esses sentimentos.
Isso reforça a importância de desenvolver recursos para lidar com situações difíceis, receber feedbacks, reconhecer erros e buscar soluções sem transformar uma falha em uma sensação de incapacidade. Uma das iniciativas do Saber justamente trabalhou essa dimensão emocional, ajudando jovens a administrar sentimentos relacionados às novas experiências, como exposição online, desafios profissionais e situações sociais após o período de isolamento provocado pela pandemia.
“Errar faz parte da carreira e do processo de amadurecimento. A gente sempre costuma brincar: só não erra quem não faz. Geralmente, o jovem chega no mercado esperando sempre acertar e o erro acaba tendo um peso muito maior. Então, a gente aprende a lidar com a frustração, como corrigiremos, mas também mostramos como isso faz parte do processo de aprendizagem. É uma questão cerebral, de neuroplasticidade. Vamos errar para aprender e está tudo bem com isso”, explica Jéssica Sudré, psicóloga do Saber.
Quando uma pessoa está começando a trabalhar, é natural ainda não dominar todos os processos, ferramentas e comportamentos esperados no ambiente profissional. Nesse momento, um erro pode ser encarado como uma oportunidade de entender melhor determinada atividade, quando a gestão se dedicar a corrigi-lo, fornecer orientação e permitir ao jovem tentar novamente.
Essa perspectiva é importante porque a pressão por acertar também pode aumentar o estresse. Na pesquisa da Deloitte, entre os fatores contribuintes para sentimentos de negativos, aparecem as jornadas longas, citadas por 63% dos respondentes; a falta de reconhecimento, apontada por 62%; e a falta de tempo suficiente para concluir as tarefas, mencionada por 61%. Por isso, desenvolver inteligência emocional não significa simplesmente aprender a suportar pressão, mas entender como reagir diante de uma dificuldade, pedir ajuda quando necessário e buscar maneiras de fazer diferente na próxima vez.
Nesse processo, as chamadas soft skills ganham espaço. Comunicação, colaboração, autonomia e capacidade de receber feedback são competências construídas ao longo da experiência e podem fazer diferença na aprendizagem e na convivência com colegas e gestores. “Todo o aprendizado daqui, mesmo de forma muito lúdica, impacta diretamente como eles se posicionam. As soft skills são muito requisitadas hoje, então trabalhar comportamentos individuais e coletivos é essencial para eles se desenvolverem, conseguirem dar opiniões, trabalhar em grupo e contribuir da melhor maneira”, aponta Larissa Alves, psicóloga do Saber.
Desenvolver essas habilidades desde a formação pode facilitar a adaptação ao ambiente profissional. Para um aprendiz, por exemplo, saber como se comunicar com a equipe, apresentar uma dúvida, aceitar uma orientação ou reconhecer uma falha também faz parte do processo de construção da autonomia.
A experiência de João Felipe Pereira mostra essa relação entre desenvolvimento e objetivos profissionais. “Com o Programa do Saber, eu consegui desenvolver melhor as minhas próprias etapas profissionais, porque atualmente eu quero muito ser efetivado pela minha empresa e busco meios de me destacar dentro do ambiente profissional para isso”, explica o jovem aprendiz da Foundever Brasil.
A aprendizagem profissional pode funcionar justamente como esse espaço de experimentação. O iniciante entra em contato com responsabilidades reais, mas ainda está em uma etapa de formação, na qual orientação e acompanhamento são fundamentais.
Isso também pode contribuir para diminuir o receio de enfrentar novos desafios. Em vez de esperar dominar tudo antes de agir, o aprendiz pode compreender o meio corporativo como um lugar no qual perguntas, tentativas e correções fazem parte da rotina. “Mesmo existindo pressão, ela é um pouco menor, porque estamos, de fato, prontos para aprender. Entãoos gestores têm mais paciência de ensinar. A gente vem para o Saber para ter mais aprendizado e possibilidades de se jogar nos desafios, para aprender a lidar com eles”, reflete Maria Luiza Fernandes, aprendiz na WOP Centro Oeste.
No início da carreira, portanto, acertar é importante, mas saber o que fazer quando algo dá errado também é uma competência. Aprender a pedir orientação e tentar novamente são comportamentos capazes de transformar uma situação frustrante em aprendizado. Cabe à liderança acolher e conduzir esses ensinamentos com sabedoria e responsabilidade.
Para os pupilos, esse processo pode ser ainda mais significativo porque acontece paralelamente à formação profissional. Cada desafio enfrentado ajuda a ampliar o repertório e a compreender, na prática, como funcionam as relações, responsabilidades e expectativas do mundo do trabalho.
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